Quarta-feira, 01 de Dezembro de 2021

Home em foco Maiara e Maraisa farão show em Caratinga, onde caiu o avião de Marília

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A dupla Maiara e Maraisa vai fazer show em Caratinga, cidade onde caiu o avião que matou Marília Mendonça e mais quatro pessoas, na última sexta-feira (5). A apresentação vai acontecer no próximo domingo (21), no Parque de Exposições João da Costa Mafra, com a mesma estrutura que estava sendo montada para receber Marília. A informação foi dada pelo empresário Rogério Soares.

Amigas e parceiras da cantora Marília Mendonça, cuja morte completou sete dias nesta sexta (12), a dupla Maiara e Maraísa retomam justamente neste dia a agenda de shows.

O primeiro show será em Apucarana, no Paraná, para onde as matogrossenses precisarão se deslocar de avião, apesar do trauma ainda provocado pelo acidente com a aeronave no qual morreram Marília e mais quatro pessoas, a caminho de um show em Piedade de Caratinga, em Minas Gerais. “Que o amor seja maior que o medo’, postou Maraisa em seu perfil nas redes sociais.

Maiara também se pronunciou ao anunciar a retomada da agenda da dupla: “A melhor forma de seguir acreditando que as coisas vão ficar bem é simplesmente seguir trabalhando com a mesma verdade e os mesmos sonhos de sempre. Enquanto Maiara e Maraisa estiverem em cima de um palco, a memória da nossa Rainha será lembrada da melhor maneira possível. Pedimos a todos que possam ser a nossa terceira voz, que nos dêem forças nesses dias difíceis e que a música vença mais uma vez!”

As duas irmãs participaram ontem de um culto realizado realizado apenas para familiares e amigos de Marília, em Goiânia. Maiara e Maraisa cantaram e falaram da profunda irmandade que unia as três. Também estiveram presentes a dupla Henrique e Juliano e Murilo Huff, pai do filho da cantora. A mãe de Marília, Ruth Moreira, se manifestou pela primeira vez depois de sua perda. Ela ressaltou a alegria e a intensidade da filha, “que enchia a casa toda”.

Laudo

Já está na reta final o laudo do Insituto Médico Legal (IML) de Caratinga sobre a causa da morte das vítimas do acidente com o avião que transportava a cantora Marília Mendonça e mais dois passageiros, além do piloto e do co-piloto.

O médico legista Pedro Coelho, responsável pelo caso, vai atestar “politraumatismo contuso” no documento, que será entregue à polícia dentro de dez dias. Segundo ele, isso quer dizer que houve múltiplas lesões em órgãos vitais, um indicativo de que as mortes aconteceram instantaneamente após a queda da aeronave.

Coelho é legista desde 2015 e nunca tinha desempenhado sua função num desastre de avião. Na tarde daquela sexta-feira, ele estava de plantão no IML de Caratinga, onde trabalham mais dois profissionais. É um local de porte pequeno, numa cidade pequena, onde quem está na escala é acionado por celular.

Exames de maior complexidade são enviados para o IML de Belo Horizonte, que tem mais recursos disponíveis. Para lá seguiram pedidos de análises cardíacas e neurológicas do piloto, Geraldo Medeiros, e do copiloto, Tarciso Pessoa Viana. O médico explica que isso é um procedimento padrão nesse tipo de caso, de morte por causa violenta. Também é obrigatória a solicitação de exames toxicológicos.

“É preciso descartar ou confirmar, por exemplo, se o piloto ou o copiloto passaram mal durante o voo, se tiveram ou não um mal súbito. Todo tipo de detalhe precisa ser analisado”, ressalta.

O médico conta que a elaboração do laudo foi relativamente simples e que nada de anormal chamou sua atenção. Ele garante que na análise não encontrou qualquer indício de efeitos de uma possível descarga elétrica — uma das hipóteses levantadas pelas autoridades que investigam o acidente é que uma das hélices do bimotor se chocou com um cabo de uma torre da empresa de energia Cemig.

“Normalmente em casos de choque há queimaduras e não havia esse tipo de lesão”, contou ele.

O laudo assinado por Coelho será uma das peças do inquérito que investiga as causas do acidente e ficará à disposição das famílias e da Justiça.

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