Terça-feira, 01 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 31 de agosto de 2026
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBM-RS) realizaram nessa segunda-feira (31) mais um dia de buscas a três adultos e um adolescente desaparecidos na tarde de domingo no Cânion Tajuvas, em Morrinhos do Sul (Litoral Norte). No foco da operação estão um homem de 41 anos, uma mulher de 38 e outra de 47, acompanhada do filho de 15 anos.
Realizado por integrantes especializados da corporação em Porto Alegre e Torres, o trabalho conta com o reforço de drones e cães farejadores. Mas uma cominação de chuva e neblina na região tem dificultado o acesso ao local, bem como a visualização do grupo. Além disso, as temperaturas são baixas (sobretudo à noite) e há limitações relativas a sinal telefônico e de internet, afetando a comunicação na área.
Atualizações repassadas à imprensa em caráter extraoficial relatam que os quatro indivíduos participavam de trilha turística. Mesmo sob alertas de um guia turístico para que o passeio fosse interrompido por causa ds condições climáticas desfavoráveis na tarde de domingo (30), decidiram seguir adiante, por conta própria.
Quando foram vistos pela última vez, carregavam consigo suprimentos como água e comida, além de itens necessários para acampamento. Suas respectivas identidades e cidades de procedência ainda não foram compartilhadas com o público.
Megaestrutura geológica
– O Cânion Tajuvas é uma formação geológica de grandes proporções, situada em área de divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, denominada Parque Nacional Aparados da Serra.
– Menos conhecido e procurado turisticamente que os gigantes de Cambará do Sul (Nordeste do Estado), destaca-se por suas paredes rochosas de até 500 metros de altura.
– A estrutura possui fendas imponentes, cachoeiras cristalinas. Seu complexo de montanhas com formato que inspirou apelidos como “Gigante Deitado” e “Gigante Adormecido”.
– Sua composição resulta de sucessivos derrames de lavas basálticas e ácidas, ocorridos há cerca de 130 milhões de anos, durante o período da pré-história denominado Cretáceo, associados à fragmentação do antigo supercontinente Gondwana.
– Seus paredões imponentes são formados majoritariamente por basalto (rocha magmática extrusiva escura e densa) e, nas partes mais altas, por riolitos. As fendas e vales profundos (cânions) foram esculpidos ao longo de milhões de anos por processos tectônicos (falhas geológicas) combinados a processos intensos e permanentes de erosão fluvial (rios) e eólica (ventos).
Já a palavra “Tajuvas” tem origem no idioma tupi-guarani e significa, literalmente, “árvore da tintura amarela” ou “pau/tronco amarelo”. Trata-se de uma das denominações populares de uma árvore chilena e nativa da Mata Atlântica cujo nome científico é “Maclura tinctoria”, sendo também conhecida como taiúva, tatajiba ou tatajuba.
(Marcello Campos)
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