Domingo, 22 de Maio de 2022

Home Mundo Brasil negocia moderação em nova resolução do Conselho de Segurança da ONU, afirmam fontes do governo

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O Brasil negocia com outros países que integram o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) uma moderação dos termos do projeto de resolução apresentado pela França e pelo México sobre ajuda humanitária à Ucrânia, segundo fontes do governo.

A avaliação inicial é que da forma como está colocado o projeto há grande chance de a Rússia novamente vetá-lo, tornando ineficaz o esforço do colegiado. A ideia brasileira é que pelo menos se consiga uma abstenção da Rússia.

Para tanto, seria preciso alterar alguns dos trechos que, na percepção de negociadores brasileiros, acabam por agredir os russos, eliminando qualquer possibilidade de a proposta ser aprovada.

A proposta de cunho humanitário apresentada pela França e pelo México ao Conselho de Segurança para “exigir o fim das hostilidades, a proteção dos civis, um acesso humanitário seguro e desimpedido para atender às necessidades urgentes da população”.

Havia possibilidade de ela ter sido apreciada ainda na segunda-feira, quando o conselho se reuniu, mas divergências sobre seus termos acabaram adiando a votação. A expectativa agora é de que, se houver acordo, ela possa ser votada nesta quarta-feira (2).

Ainda que não haja alteração, o Brasil deverá votar a favor do projeto, assim como fez na primeira proposta do colegiado apresentada pelos Estados Unidos após a invasão da Rússia na Ucrânia. Mas assim como fez na votação deste projeto, o Brasil tentará moderar o texto.

Em linhas gerais, o Brasil tem se alinhado formalmente às posições dos países ocidentais na ONU condenando a invasão da Ucrânia pela Rússia. Mas ao mesmo tempo tem deixado claro também que os dois lados (Ocidente e Rússia) têm responsabilidades no episódio.

A fala mais forte nesse sentido ocorreu na segunda-feira, em discurso do embaixador do Brasil nas ONU, Ronaldo Costa Filho, durante reunião da Assembleia-Geral.

Ele disse que “nos últimos anos, assistimos à deterioração progressiva da situação de segurança e do equilíbrio de poder na Europa de Leste”, que “o enfraquecimento dos acordos de Minsk por todas as partes e o descrédito das preocupações de segurança expressas pela Rússia prepararam o terreno para a crise que todos estamos testemunhando”.

Pediu ainda “a todos que reavaliem as suas decisões sobre o fornecimento de armas, o recurso a ciberataques e a aplicação de sanções seletivas” e lembrou que “uma solução pacífica da crise não é apenas a cessação das hostilidades”, mas “criar as condições para uma maior sensação de segurança entre todos os envolvidos” e ter “respeito pela preocupação legítima de segurança de cada um”.

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