Sexta-feira, 24 de Maio de 2024

Home Cláudio Humberto Brasil recusa radical que Chile indicou embaixador

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O governo do Chile continua sem embaixador no Brasil desde a posse em março do atual presidente, Gabriel Boric, que escolheu um ativista radical, Sebastián Depolo, autor de reiterados insultos ao presidente Jair Bolsonaro em redes sociais. A indicação de Boric foi interpretada pela diplomacia brasileira como uma provocação, até um ato de hostilidade, e nem sequer considerou a hipótese de avaliar a concessão do agrément, o “de acordo”, condição para sacramentar a posse do nome indicado.

Cobrança chilena
A ministra chilena Antonia Urrejola cobrou o agrément do chanceler do Brasil, ao vê-lo recentemente na posse do novo presidente da Colômbia.

Questão de lealdade
O ministro Carlos França disse com clareza à chilena que, por questão de lealdade ao presidente, nem mesmo submeteria a ele o agrément.

Aqui, não, camarada
Bolsonaro não faz ideia de quem é o provocador Sebastián Depolo, mas o embaixador Carlos França conhece os seus insultos.

Interino elogiado
No atual governo, Depolo não será aceito. O Itamaraty não se importa. Só tem elogios a Rodrigo Arcos Castro, encarregado de negócios chileno.

Chefes de Poder se apequenam no boicote ao dia 7
Os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, da Câmara, Arhur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, talvez mais preocupados com a próxima eleição do que com seus papéis de chefes de Poder, mandaram mal faltando à histórica celebração do Bicentenário da Independência, na Esplanada dos Ministérios. Ignoraram a institucionalidade dos cargos, como representantes do Judiciários e do Legislativo, apequenando-se no boicote ao mais importante evento da data magna da nacionalidade.

Compromisso fora
O presidente da Câmara ao menos tinha compromissos em Alagoas, seu Estado. Os outros dois estavam em Brasília, mas, ainda assim, faltaram.

Lição portuguesa
Enquanto chefes de Poder passavam vergonha, o presidente português Marcelo Rebelo de Sousa deu lições dos deveres inescapáveis do cargo.

Ele mandou bem
Há dois meses, Rebelo de Sousa foi constrangido pelo cancelamento de reunião com Bolsonaro, mas aceitou o convite para a o desfile do Dia 7.

‘Prende Lula’
Enquanto agentes e delegados desfilavam na Esplanada dos Ministérios, neste Dia 7, em viaturas modernas e algumas vintage da Polícia Federal, a multidão entoava o coro “Prende Lula! Prende Lula!”

Ativismo doentio
Os brasilienses ocuparam a Esplanada já às 6h da manhã, para garantir os melhores lugares. Nos sites de notícia houve os que se referiram a essas pessoas de todas as idade, inclusive crianças, de “manifestantes”.

Evento privado
Os chefes de Poder que boicotaram o desfile cívico-militar de Brasília fizeram opção pelo evento privado no Senado, longe do povo, mas com a presença de Lula. E de Bolsonaro, se o presidente atender a assessoria.

Ops, deu errado
Foi até engraçado o desapontamento de parcela da mídia com a mais absoluta tranquilidade no desfile de Brasília. Pareciam apostar na “violência política” citada há dias pelo ministro Edson Fachin, do STF.

Fato relevante
O apoio do prefeito do PSB de Guarulhos pode representar um ponto de inflexão da candidatura à reeleição do governador de São Paulo, Rodrigo Garcia. Gutti dirige o segundo maior colégio eleitoral do Estado.

Apostas perdidas
Nas casas de apostas no Reino Unido, há gente apostando nas vitórias de Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT). As chances são de 51 para 1 e 81 para 1, respectivamente. Perderão dinheiro.

Anote aí
A ferramenta “Estadão Dados”, do jornalão paulista, indica que a liderança de Lula (PT) sobre Bolsonaro (PL) ficou entre 12 e 14 pontos desde março deste ano, quando o começou o levantamento. A ver.

Já hoje…
Durou mais de seis meses, no Rio de Janeiro, a Exposição Internacional do Centenário da Independência, entre 1922 e 1923. A ideia era comemorar o Brasil e expor as conquistas do jovem país ao exterior.

Pensando bem…
…quem sabe os ânimos se acalmam até o Tricentenário.

PODER SEM PUDOR
Mentira, não
O comício de Leonel Brizola atraiu uma multidão em Cruz Alta (RS). “De 10 a 12 mil pessoas”, exultou da janela da prefeitura o dr. Schmidt, médico e prefeito da cidade. Mas, de repente, naquela época pré-celular, ouviu uma jovem repórter ao telefone: “…um fracasso, no máximo 1.500 pessoas”. Ele não se aguentou: “Não faça isso, a senhora está mentindo. Tem várias vezes mais pessoas.” Ela se aborreceu: “A notícia é minha, mando a que quero.” Ele reagiu de bate-pronto: “Pois o telefone é meu” – disse ele, arrancando-lhe o aparelho das mãos – “e nele você não manda mentira.”

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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