Sexta-feira, 15 de Maio de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 14 de maio de 2026
Dos cerca de 6,58 milhões de brasileiros desempregados no primeiro trimestre, 1,1 milhão deles buscam por uma colocação há dois anos ou mais, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O número de pessoas em busca de emprego há dois anos ou mais recuou. A condição aflige 21,7% dos desempregados entre janeiro e março deste ano. A taxa representa uma redução do contingente na comparação com o mesmo período de 2025, quando 1,4 milhão de pessoas estavam nessa condição.
A procura por recolocação profissional há menos de um mês também caiu. O contingente na situação corresponde a 1,4 milhão de brasileiros, número 14,7% menor do que o registrado no mesmo trimestre de 2025, quando 1,6 milhão de pessoas buscavam uma ocupação há menos de 30 dias.
Evolução recente reflete melhora do mercado de trabalho no Brasil. William Kratochwill, analista da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), explica que os resultados consideram a trajetória que renovou a menor taxa de desemprego do Brasil nos últimos meses.
“A queda da população que estava em busca de trabalho por mais de dois anos significa que o mercado melhorou de forma mais geral, enquanto a redução na parcela à procura por menos de um mês significa uma boa rotatividade, que está mais fácil de conseguir emprego”, diz William Kratochwill.
Busca
O desemprego afligia 6,1% da população brasileira no primeiro trimestre. A taxa representa uma leve alta na comparação com os últimos três meses do ano passado (5,1%), mas representa o menor percentual de toda a série histórica, iniciada em 2012, para o período.
Nível de desocupação tradicionalmente cresce no início dos anos. A tendência confirma o cenário observado pelo IBGE com o aumento da busca por emprego nos primeiros meses de cada ano. O movimento se deve ao fim dos contratos de trabalho temporário e às demissões nas áreas da administração pública.
Taxa de desocupação atinge 5,1% dos homens e 7,3% das mulheres. Já o índice por cor ou raça ficou abaixo da média nacional para os brancos (4,9%) e acima para os pretos (7,6%) e pardos (6,8%).
Desemprego por nível de instrução também mostra divergências. A desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (10,8%) superava as taxas dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi 7,0%, quase o dobro da verificada para o nível superior completo (3,7%). (Com informações do portal de notícias UOL)