Quarta-feira, 18 de Maio de 2022

Home em foco Brasileira que participou da invasão ao Capitólio é presa nos Estados Unidos

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Uma brasileira foi presa nesta semana por ter participado da invasão ao Capitólio, em janeiro do ano passado em Washington, nos Estados Unidos. Letícia Vilhena Ferreira, de 32 anos, foi flagrada dentro da sede do Legislativo americano quando o prédio foi tomado por apoiadores do ex-presidente Donald Trump.

Os policiais prenderam Letícia em sua casa, na cidade de Indian Head Park, no estado de Illinois. Em janeiro de 2021, a brasileira havia deixado sua cidade e se dirigido para a capital americana com o intuito de ver o discurso de Trump em frente ao Congresso. Na ocasião, militantes apoiadores do republicano invadiram a sede do Legislativo americano.

Os investigadores tiveram acesso a mensagens trocadas por Letícia em seu celular. Em uma das conversas, no dia seguinte à invasão ao Capitólio, a brasileira trata abertamente do assunto e afirma que foi “irresponsável” ao participar do motim.

“Você acha que eles vão atrás de todos que estiveram no Capitólio?”, pergunta Letícia.

“Não fique triste. Esteja preparada. Estamos todos ferrados”, respondeu o interlocutor. “Sim, eles vão atrás de todas aquelas pessoas”, acrescentou o amigo da brasileira.

“Eu fui tão irresponsável de andar até lá. Estava com uma família legal. Um senhor e dois filhos. Caminhada pacífica”, disse Letícia.

A brasileira é acusada de entrar ou permanecer conscientemente em qualquer prédio ou terreno restrito sem autorização legal, além de entrada violenta e conduta desordeira na área do Capitólio.

“Nossa casa”

Imagens anexadas ao processo mostram Letícia dentro do prédio em meio à multidão, usando uma jaqueta camuflada e um gorro vermelho com o nome do então presidente Trump. Em um dos vídeos, ela está na cripta do Capitólio, local onde os invasores pararam e gritaram palavras de ordem como “nossa casa” e “pare o roubo”.

Durante o motim, os apoiadores de Trump atacaram fisicamente os policiais do Capitólio que tentaram impedir o avanço dos invasores. De acordo com a denúncia, Letícia aparentemente não participou de nenhum ataque aos policiais.

O Departamento de Justiça disse no mês passado que mais de 225 pessoas foram acusadas de agredir, resistir ou obstruir oficiais ou funcionários do governo durante o ataque de 6 de janeiro. Além de cerca de 150 policiais que foram agredidos naquele dia, segundo o Departamento de Justiça, quatro policiais se suicidaram após o ataque.

Mortos

Cinco pessoas morreram durante a invasão. Um policial do Capitólio foi espancado até a morte. Entre os extremistas invasores, uma mulher foi baleada e outros três manifestantes morreram de ‘emergências médicas’ durante o protesto de apoiadores de Trump. Conheça as pessoas que perderam suas vidas:

1) Brian Sicknick era policial do Capitólio desde 2008 e foi espancado e morto pelos apoiadores de Trump. Natural de South River, Nova Jersey, Sicknick serviu na Guarda Aérea Nacional em seu estado e sua família diz que servir à carreira policial era seu grande sonho. Segundo o jornal “The New York Times”, Sicknick foi atingido na cabeça por um extintor de incêndio.

2) Ashli ​​Babbitt, de 35 anos, era veterana da Força Aérea americana e foi baleada e morta por um agente da polícia do Capitólio enquanto escalava uma janela quebrada que levava para dentro do Congresso americano. Babbitt tinha uma bandeira de Trump amarrada em seu pescoço e estava sendo levantada por outros manifestantes quando foi atingida.

3) Kevin Greeson, tinha 55 anos, era natural de Atenas, Alabama, e estava falando ao telefone com sua esposa quando sofreu um ataque cardíaco no lado oeste do Capitólio, segundo o “New York Times”. Kristi Greeson disse em uma entrevista o marido tinha pressão alta e ela não queria que ele viajasse para o protesto, mas Kevin acreditava que a eleição havia sido roubada.

4) Rosanne Boyland, tinha 34 anos e nasceu em Kennesaw, na Geórgia. Ela defendia fervorosamente o presidente americano nas redes sociais, se agarrou às falsas alegações de que Trump venceu a eleição e seguia teorias conspiratórias infundadas do QAnon, disseram familiares à Associated Press. Sua família disse que Boyland estava se recuperando do vício em drogas e passou a acreditar em conspirações online. Um amigo disse aos familiares que Boyland foi pisoteada dentro do Capitólio.

5) Benjamin Philips, de 50 anos, era fundador do site pró-Trump chamado Trumparoo e vendia bonecos de cangurus vestidos como o presidente americano em seus comícios. Ele dirigiu uma van com outros apoiadores de Trump da Pensilvânia até Washington D.C. Philips sofreu um derrame. Mas circunstâncias exatas de sua morte ainda não estão claras.

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