Domingo, 12 de Abril de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 11 de abril de 2026
Neste domingo (12), Cachoeirinha (Região Metropolitana de Porto Alegre) tem votação “fora de época” para a prefeitura, mais de três meses após a Câmara de Vereadores aprovar o impeachment de Cristian Wasem (MDB) e de seu vice, João Paulo Martins (PP), devido a irregularidades administrativas. Trata-se da quarta vez em seis anos que o município vai às urnas para escolher a chefia do Executivo local.
Dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) apontam em Cachoeirinha um total de 102.143 habitantes aptos a participar da escolha, contingente que equivale a mais de 70% de sua populalação. São 277 seções eleitorais, com 34 pontos de votação. Nas urnas eletrônicas constarão as seguintes chapas:
– Claudine de Lima Silveira e Marco Aurélio Albernaz de Oliveira (PP).
– Jussara Maria da Silva e Luis Carlos Azevedo da Rosa, o “Mano do Parque” (coligação Avante, Republicanos, PDT, MDB, Podemos, PL, PSD e federação PSDB-Cidadania).
– Laís Rocha Cardoso e Breno de Oliveira Munhoz (federação Psol–Rede Sustentabilidade).
– Tairone Rodrigo Pereira Keppler e Cláudia Azevedo de Oliveira (federação PT–PCdoB–PV).
Simultaneamente ao pleito, será realizado o teste de integridade da urna eletrônica. Trata-se de uma auditoria prevista pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a segurança da captação e contabilização dos votos, por meio da simulação de eleição oficial, utilizando-se para isso urna eletrônica e candidatos reais.
O procedimento está marcado para o mesmo horário da eleição (8h às 17h), no plenário do TRE-RS. A atividade pode ser acompanhada ao vivo pelo canal do TRE-RS no site de vídeos youtube.com. Já a apuração deve começar logo após as 17h, por meio do site oficial tre-rs.jus.br, ao passo que o resultado deve ser conhecido por volta das 19h.
Entenda o afastamento
O impeachment foi decido pela Câmara de Vereadores no dia 2 de janeiro, em sessão extraordinária no Parlamento municipal. Para o prefeito Cristian Wasem o placar foi de 14 votos a três, ao passo que o afastamento de seu vice João Paulo recebeu 13 a favor a quatro contra. Ambos eram alvo de processos abertos em outubro, devido a acusações de irregularidades na gestão municipal.
Um relatório elaborado pela Comissão Processante da Câmara dos Vereadores atribuiu à gestão – eleita em outubro de 2024 – a prática de pedaladas fiscais no regime próprio de previdência (Iprec), além de conduta atentatória à autonomia e ao funcionamento do Legislativo municipal. Em relação ao vice, foi apontada contratação emergencial irregular e infrações quando ele ocupou interinamente o cargo de prefeito.
Além da cassação de seus mandatos, ambos ficaram inelegíveis pelos próximos oito anos. O comando da cidade passou então a ser exercido provisoriamente pela presidente da Câmara de Vereadores, Jussara Caçapava (Avante), até que um novo pleito fosse realizado pelo TRE. Trata-de da mesma Jussara que agora concorre à chefia do Executivo em uma das chapas.
(Marcello Campos)
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