Domingo, 01 de Fevereiro de 2026

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O mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta um cenário epidemiológico nacional de redução dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na maior parte do Brasil. De acordo com o levantamento, a tendência predominante é de queda ou estabilização em diversas unidades da federação, indicando uma melhora no comportamento geral das internações e notificações relacionadas a quadros respiratórios graves. Apesar disso, o relatório destaca uma exceção importante: o vírus influenza A segue como fator de preocupação, especialmente por impulsionar o aumento de casos de SRAG em alguns estados da região Norte.

Conforme os dados apresentados, Acre, Amazonas e Roraima registraram, nas últimas semanas, incidência de SRAG em patamar classificado como de risco ou alto risco. O boletim também chama atenção para o ritmo de crescimento observado em determinadas localidades. Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, responsável pelo InfoGripe, o avanço mais acelerado de casos graves no Amazonas e no Acre continua sendo impulsionado principalmente pela circulação do vírus da gripe.

A pesquisadora reforçou a necessidade de intensificar medidas de prevenção, sobretudo em grupos mais vulneráveis. “Diante dessa alta de influenza A em alguns estados do Norte, é essencial que a população prioritária da região, como indígenas, idosos e pessoas com comorbidades, se vacine o quanto antes contra o vírus. A vacina contra a influenza é bastante segura e é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos”, explicou. A recomendação acompanha a avaliação de que a imunização é o instrumento mais eficaz para reduzir hospitalizações e mortes associadas à doença, principalmente em momentos de aumento de circulação viral.

Incidência

O boletim também detalha a distribuição dos vírus respiratórios identificados entre os casos positivos de SRAG nas quatro últimas semanas epidemiológicas. Nesse período, a maior prevalência foi registrada para rinovírus, seguido por Sars-CoV-2 e influenza A. A prevalência entre os casos positivos foi de:

* 20,1% de influenza A,

* 2,3% de influenza B,

* 10,7% de vírus sincicial respiratório,

* 32,6% de rinovírus e

* 20,4% de Sars-CoV-2 (covid-19).

O levantamento também apresenta o perfil viral entre os óbitos registrados com confirmação laboratorial no mesmo intervalo, indicando que o Sars-CoV-2 segue com participação expressiva entre as mortes associadas a SRAG. Entre os óbitos, a presença desses vírus entre os positivos foi de:

* 28,3% de influenza A,

* 3,5% de influenza B,

* 1,8% de vírus sincicial respiratório,

* 15,9% de rinovírus e

* 41,6% de Sars-CoV-2 (covid-19).

De acordo com a Fiocruz, o acompanhamento contínuo desses indicadores é essencial para orientar políticas públicas, reforçar campanhas de vacinação e direcionar ações de prevenção, principalmente em regiões onde há aumento de casos graves. (Com informações da Agência Brasil)

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