Sábado, 07 de Novembro de 2026

Home Economia Chance de o atual ministro Dario Durigan seguir no Ministério da Fazenda cresce no futuro mandato de Lula

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Integrantes do governo federal passaram a considerar o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o principal favorito para permanecer no comando da pasta durante o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação ganhou força nos últimos dias, diante do espaço conquistado pelo ministro nas discussões econômicas e da confiança demonstrada pelo presidente em sua atuação.

Um dos sinais dessa aproximação ocorreu na última quinta-feira (5), durante uma reunião de Lula com Durigan, Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Bruno Moretti, Aloizio Mercadante e economistas. O encontro, realizado em meio às discussões sobre o ajuste fiscal e os desafios das contas públicas, reforçou a posição do atual titular da Fazenda dentro da equipe econômica. Após a reunião, Lula determinou que Durigan fosse o responsável por transmitir à imprensa os principais pontos debatidos, gesto interpretado como demonstração de prestígio e confiança.

Além de contar com o apoio de integrantes importantes do próprio governo, Durigan mantém interlocução ampla com representantes do mercado financeiro e do setor produtivo. Esse trânsito é considerado um diferencial para sua permanência, especialmente diante da necessidade de preservar a credibilidade da política econômica e estabelecer um canal de diálogo com investidores e agentes econômicos.

A possibilidade de Fernando Haddad retornar ao comando do Ministério da Fazenda, entretanto, não está completamente descartada. A hipótese permanece no cenário caso não seja encontrada uma acomodação política para o ex-ministro em outra pasta do governo. Nesse eventual arranjo, Durigan poderia voltar a integrar sua equipe, retomando uma parceria que já existe na atual gestão.

Outro nome que vinha sendo considerado para assumir a Fazenda era o do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles. Nos últimos dias, porém, o governador passou a enfrentar resistências de setores do próprio PT. Entre os argumentos apresentados contra sua eventual indicação está a dificuldade política de afastá-lo do cargo caso decida renunciar ao governo estadual para assumir o ministério. A avaliação é de que Fonteles se tornaria praticamente indemissível, uma preocupação semelhante à levantada em relação ao vice-presidente Geraldo Alckmin, também cotado para a função.

Após a reunião de Lula com economistas no Palácio da Alvorada, Durigan afirmou a jornalistas que as propostas fiscais em discussão serão apresentadas ao presidente depois de seu retorno da viagem internacional prevista para a próxima semana, que inclui compromissos relacionados à COP31, na Turquia.

O ministro também procurou reforçar que o governo não trabalha com soluções extraordinárias para enfrentar os desafios fiscais, mas com a continuidade e o aperfeiçoamento das regras existentes.

“Não nos parece haver fórmula mágica, e sim manutenção dos compromissos fiscais. Então, um compromisso de seguir melhorando as contas públicas, com a manutenção e reforço do que precisa ser reforçado nas regras fiscais atuais, de modo que a gente siga melhorando tanto indicadores sociais, políticas públicas, quanto o resultado das contas públicas do governo”, afirmou. (Com informações da colunista Bela Megale, do jornal O Globo)

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