Quinta-feira, 19 de Maio de 2022

Home em foco Cientistas descobrem subvariante da ômicron ainda mais infecciosa

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A linhagem BA.1 é a responsável atual por 98% de todos os casos de covid-19 identificados globalmente. No entanto, na Dinamarca ela deixou de prevalecer por conta do surgimento da BA.2, que se tornou a mais dominante a partir da segunda semana de janeiro. Casos deste subtipo também foram registrados no Reino Unido, na Suécia e na Noruega, mas em número muito menor do que na Dinamarca.

Segundo a Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido, a BA.2 é uma linhagem do vírus sob investigação e pode ter uma vantagem de contágio com relação à mais comum. Estudos preliminares do do Statens Serum Institut (SSI), principal autoridade de doenças infecciosas da Dinamarca, também indicam que esse subtipo pode ser 1,5 vezes mais infeccioso que a BA.1.

No entanto, a análise inicial do instituto não identificou diferença no risco de internação pela BA.2 em relação a BA.1. “Há alguma indicação de que é um subtipo mais contagioso, especialmente para os não vacinados, mas também pode infectar pessoas que foram vacinadas em maior medida”, disse a diretora técnica da SSI, Tyra Grove Krause, esta semana.

Ainda de acordo com a diretora, isso pode significar que o pico da pandemia de covid-19 na Dinamarca vai se estender em fevereiro mais do que o previsto anteriormente. O país anunciou planos para o fim das medidas de restrições até esta terça-feira, 1º, apesar do número recorde de infecções diárias. Será o último país da Europa a relaxar as medidas restritivas.

A BA.2, que não tem uma mutação específica observada com relação a Ômicron ‘original’, está sendo investigada pelas autoridades de saúde, mas não foi considerada uma variante preocupante.

Reinfecção pela ômicron

Uma das principais dúvidas que têm surgido, principalmente entre quem se infectou recentemente, é se quem pegou ômicron pode pegar covid-19 de novo.

Essa é uma questão ainda estudada pelos cientistas, já que a ômicron começou a se propagar no fim de novembro —portanto, apenas cerca de dois meses atrás.

“Nós conhecemos a ômicron há pouco tempo, cerca de dois meses. É um tempo insuficiente para gente saber se pode pegar a ômicron ou qualquer outra variante após uma infecção pela ômicron”, diz Wladimir Queiroz, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, professor do Unilus (Centro Universitário Lusíada), e consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

De maneira geral, a imunidade conferida após contrair a doença ou tomar a vacina é maior nos primeiros quatro meses e depois vai caindo, diz Queiroz. O médico também cita a imunidade híbrida, que é quando a pessoa já pegou covid e também tomou alguma dose da vacina.

“Tudo isso vai se somando de maneira que prevenir o contágio com o vírus é uma coisa praticamente impossível, mas reduzir as chances de que essa nova infecção seja capaz de produzir uma doença mais grave é muito grande”, explica.

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