Sábado, 02 de Julho de 2022

Home Tecnologia Cinco coisas que a sua Smart TV sabe sobre você e como se proteger

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As Smart TVs são modelos cada vez mais populares no mercado pela sua variedade de recursos. No entanto, para garantir sua privacidade durante o uso, é preciso atentar à coleta de dados feita por esses dispositivos. Isso porque, pela conexão à Internet e também algumas de suas funções, essas televisões acabam coletando inúmeras informações sobre seus usuários. Enquanto alguns desses dados são necessários ao funcionamento do aparelho (como endereço de e-mail, por exemplo), outros não são.

Informações de navegação e hábitos de consumo, por exemplo, não são fundamentais. Além de ser catalogado, esse tipo de dado pode ser compartilhado com outras empresas, como Netflix, Google e Facebook, para publicidade direcionada – o que, para muitos usuários, é uma prática invasiva. A seguir, veja o que sua televisão sabe sobre você e como se proteger.

1. Suas informações de identificação pessoal

As suas identificações pessoais – como nome, localização, endereço de IP e e-mail, por exemplo – são informações coletadas de praxe durante o cadastro em qualquer tipo de plataforma. Por causa disso, não há como fugir de compartilhar com fabricantes esse tipo de dados, independentemente da marca de sua Smart TV ou dongle.

Para manter sua privacidade e segurança, o que pode ser feito é cobrar que a empresa responsável faça a melhor proteção possível, encriptando as informações e reservando todos os dados para uso exclusivo. No entanto, segundo um estudo realizado em 2019 pelas instituições NorthEastern University e Imperial College London, nem sempre essa é a realidade.

De acordo com a pesquisa, a maior parte das televisões inteligentes enviava seus dados coletados para empresas terceiras – como Amazon, Google e Facebook – para fins de publicidade direcionada. Além disso, ainda segundo o estudo, o streaming Netflix recebia informações de quase todos os aparelhos smart desse tipo, mesmo que o usuário não tivesse o app instalado em sua TV.

2. Suas informações de voz

Ativar o comando de voz na televisão pode ser prático, mas nem sempre é uma boa ideia. Em 2015, as Smart TVs da Samsung foram alvo de polêmicas que envolviam captação abusiva de voz dos consumidores. Segundo o portal estadunidense The Daily Beast, o microfone embutido nos aparelhos estaria “ouvindo” constantemente o que era dito pelos usuários.

Mesmo que a prática soe incorreta, há um trecho na política de privacidade das TVs Samsung que alerta as pessoas sobre essa possível atividade. Desse modo, ao aceitar os termos de uso do comando de voz, os usuários consentem o funcionamento do microfone para essa finalidade. De acordo com a fabricante, isso era importante para o reconhecimento das vozes e para a entrega eficiente de conteúdos.

Hoje, mais televisores já contam com a ferramenta de comando de voz – entre elas, a Roku, a LG e o Amazon Fire Stick. O recurso tende a facilitar a busca por conteúdos, já que descarta a necessidade de digitar ou navegar pelos aplicativos, mas pode ser invasivo em alguns casos.

3. Redes, canais e websites visitados por você

A observação da atividade em websites já é uma prática recorrente na Internet quando acessada em dispositivos mobile, PCs e outros eletrônicos. Geralmente, os dados são coletados por cookies, sendo que alguns são essenciais, como seu cadastro de usuário, e outros não, como sua atividade na web para publicidade direcionada. Essas informações opcionais são declaradas na política de cookies de cada site e não interferem na experiência com o endereço virtual.

A TV, por sua vez, reproduz essa lógica da web e a amplia para redes e canais acessados nela, podendo também compartilhar esses dados com terceiros, como Google e Facebook. Uma das justificativas seriam justamente os anúncios personalizados, que dependem da captação de dados para cruzar informações e entregar publicidades mais assertivas.

4. Quais conteúdos você gosta ou não de assistir

Os conteúdos que você curte (ou não) também são compreendidos pela sua televisão. Um dos principais mecanismos responsáveis por isso é o reconhecimento automático de conteúdo, mais conhecido pela sigla ACR, em inglês. A abrangência desse recurso é tão grande que ele pode até mesmo identificar conteúdos de streaming, de canais via cabo e DVDs.

Para realizar sua função, o ACR utiliza um sistema de reconhecimento de pixels. Desse modo, basta recolher uma pequena parte da tela, que serviria como uma “impressão digital”, para identificar o conteúdo. O resultado, então, pode ser encaminhado para terceiros, que utilizariam a informação para selecionar por inteligência artificial séries, filmes e outros produtos sugeridos para o telespectador.

5. Por quais conteúdos você pesquisa

O histórico de navegação e pesquisa em navegadores (e, em alguns casos, apps) também não fica de fora dos conteúdos catalogados pelas TVs. Assim como acontece no ACR, as informações inseridas nas abas de busca também servem para entregar conteúdos personalizados – seja em termos de produtos audiovisuais ou de anúncios.

Esses anúncios personalizados funcionam através de uma ID de publicidade, que identifica os usuários e, por inteligência artificial, “entende” seus comportamentos e interesses. A boa notícia é que tanto o ACR quanto a ID de publicidade podem ser desativados.

Como proteger seus dados nas Smart TVs?

Para impedir que as TVs acessem mais dados do que você gostaria, há algumas maneiras de reforçar sua segurança durante a navegação. Nesse sentido, algumas funções podem ser desativadas, o que pode impedir o acesso da televisão a boa parte das informações comercializáveis.

Como manter sua privacidade nesses dispositivos: Desabilitar função de comando de voz; Desativar as funções de rastreamento e publicidade direcionada; Desativar o reconhecimento automático de conteúdo (ACR); Pesquisar as informações de privacidade de cada marca antes de comprar.

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