Sexta-feira, 01 de Março de 2024

Home Cláudio Humberto Com aumento, Judiciário custará R$ 112 bilhões

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O aumento de 18% que o Supremo Tribunal Federal (STF) se concedeu, cada um dos onze ministros passará a embolsar mais R$ 600 mil anuais. Seus salários foram aumentados de R$ 39,2 mil a R$ 46,3 mil por mês. Pior mesmo é o “efeito cascata” desse reajuste, beneficiando todas as carreiras, por isso economistas o consideraram verdadeiro atentado às contas públicas. Com o reajuste, o custo de pessoal no Poder Judiciário deve passar dos atuais R$ 95 bilhões para R$ 112,1 bilhões por ano.

Tudo pessoal
O Judiciário inclui as Justiças Federal, Estadual, do Trabalho, Eleitoral, tribunais superiores etc. Mais de 91% do orçamento paga só a folha.

Mais que a Coroa inglesa
O Orçamento do STF para 2023 será de mais de R$ 851 milhões, aumento de quase 20% em relação às despesas de 2022.

Custo x benefício
Nos EUA, país com PIB dez vezes maior que o do Brasil e população 50% maior, o custo do Supremo não passa de R$ 730 (US$ 140) milhões.

Vitalício
O custo anual apenas dos salários dos ministros do STF será de R$ 6,6 milhões por ano, sem contar encargos, benefícios, custos indiretos etc.

Farra irá provocar aumento de impostos e inflação
A gastança irresponsável prevista na PEC Fura-Teto e os aumentos salariais nos três poderes deixaram o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles muito pessimista. Em vez aumentar gastos, adverte ele, o futuro governo deveria cortar regalias e privilégios do setor público, sobretudo nos salários mais elevados. Mas, pelo visto, diz ele, o Brasil terá “aumento de impostos ou inflação ou as duas coisas, o que é pior”.

Passando o rodo
Foram meses para conseguir mais R$ 200 para os pobres, mas em segundos Congresso e STF somaram R$ 7 mil aos próprios salários.

Atitude indecorosa
O Congresso e o STF agem como não se houvesse dinheiro sobrando. E trataram de passar o rodo, concedendo-se aumentos indecorosos.

Que coisa feia
É espantoso que parlamentares e ministros do STF tenham aproveitado o consenso em torno do Bolsa Família para engordar os contracheques.

Afano do Pis/Pasep
O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) chamou de “roubo” a previsão aprovada na PEC Fura-Teto de o governo tungar R$ 24 bilhões “parados” do Pis/Pasep, no ano que vem, para bancar suas “despesas”.

Pés pelas mãos
Flávio Dino esqueceu de consultar a patrulha ideológica e passou pelo constrangimento de desconvidar seu escolhido para a Polícia Rodoviária Federal. Um ministro da Justiça precipitado pode ser mau sinal.

Noção do tamanho
O valor de R$ 145 bilhões da PEC Fura-Teto de Lula (PT) aprovado pela Câmara equivale, por exemplo, a todo o orçamento do Ministério da Educação para o ano de 2021.

Assim é se lhe parece
Bolsonaro poderia recusar, mas decidiu autorizar a renovação por 15 anos das concessões da Globo, prestes a vencer. Apesar disso, a mídia oposicionista fez parecer que ele foi “derrotado” pela emissora.

Noção da ideia
Pedro Wongtschowski, do Conselho da Ultrapar, era cotado para assumir o Ministério da Indústria de Lula, mas recusou, diz o Estadão. O grupo Ultra é um dos maiores distribuidores de combustíveis e gás do país.

Negócio do século
Ao recepcionar Volodimir Zelenksi, Joe Biden parecia se perguntar: “Quem é mesmo esse baixinho?” Fácil: é o presidente do país cada vez mais endividado perante a indústria bélica americana.

Anos de rejeição
Pesquisa Rasmussen nos EUA aponta que a desaprovação do Congresso norte-americano caiu este mês (após a retomada da Câmara pelos republicanos) abaixo dos 50% pela primeira vez desde 2019.

Negócio de gigante
Maior serviço de streaming do mundo, o Netflix está nos planos de compras da gigante Microsoft. Com avaliação de mercado de quase US$ 200 bilhões, a ação do Netflix perdeu 54% do valor só este ano.

Pensando bem…
…alterar a Constituição em menos de 24h fez inveja até ao TSE, na instantaneidade de decisões que deixam o presidente eleito feliz.

PODER SEM PUDOR

Povos que não pensam
Ao visitar Portugal, Juscelino Kubitschek foi recebido pelo ditador Oliveira Salazar com festas e homenagens. Mas houve um momento em que conversaram a sós. Salazar fazia longa consideração sobre escritores, mas JK estava distante: não via a hora de entregar-se, digamos, a um programinha pessoal. O ditador não parava de falar: “Nossos povos têm poetas e romancistas. Não têm, porém, filósofos…” Juscelino esperava a conclusão do raciocínio, e o ditador arrematou: “…nossos povos, Excelência, não pensam.”

Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos

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