Sexta-feira, 10 de Julho de 2026

Home Economia Combustíveis, os vilões da inflação: veja o histórico de altas da gasolina, diesel e etanol

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Para quem abastece o carro, não é novidade: o preço da gasolina não para de subir – assim como os dos outros combustíveis. E essa alta seguiu ganhando força em abril, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mais uma vez, a gasolina exerceu o maior peso sobre a inflação em abril, com alta de 2,48%.

“Mas os outros combustíveis também subiram. O etanol subiu 8,44%, o óleo diesel, 4,74% e a ainda houve uma alta de 0,24% no gás veicular”, diz em nota o analista do IPCA, André Almeida.

Em 12 meses até abril, a gasolina já acumula alta de 31,22%. Menos, no entanto, que os 42,11% do etanol, e os 53,58% do óleo diesel.

São preços que pressionam a inflação como um todo, em especial o óleo diesel, combustível usado pelos caminhões que fazem o transporte de grande parte de tudo aquilo que é produzido no país. Assim, a alta nos postos chega aos supermercados e à mesa dos brasileiros.

Veja na sequência a variação de preços dos principais combustíveis no acumulado em 12 meses, desde dezembro de 2020.

Gasolina

— Dezembro (2020): -0,2%

— Janeiro (2021): +1,1%

— Fevereiro (2021): +9,1%

— Março (2021): +23,5%

— Abril (2021): +35,6%

— Maio (2021): +45,8%

— Junho (2021): +42,2%

— Julho (2021): +39,7%

— Agosto (2021): +39,1%

— Setembro (2021): +39,6%

— Outubro (2021): +42,7%

— Novembro (2021): +50,8%

— Dezembro (2021): +47,5%

— Janeiro (2022): +42,7%

— Fevereiro (2022): +32,6%

— Março (2022): +27,5%

— Abril (2022): +31,2%

Diesel

— Dezembro (2020): -3,3%

— Janeiro (2021): -2,1%

— Fevereiro (2021): +4,6%

— Março (2021): +17,1%

— Abril (2021): +24,6%

— Maio (2021): +39,3%

— Junho (2021): +40,7%

— Julho (2021): +36,4%

— Agosto (2021): +35,4%

— Setembro (2021): +33,1%

— Outubro (2021): +41,3%

— Novembro (2021): +49,6%

— Dezembro (2021): +46%

— Janeiro (2022): +45,7%

— Fevereiro (2022): +40,5%

— Março (2022): +46,5%

— Abril (2022):  +53,6%

Etanol

— Dezembro (2020): -0,2%

— Janeiro (2021): +1,1%

— Fevereiro (2021): +8,1%

— Março (2021): +25,2%

— Abril (2021): +37,6%

— Maio (2021): +65,2%

— Junho (2021): +59,6%

— Julho (2021): +57,3%

— Agosto (2021): +62,3%

— Setembro (2021): +64,8%

— Outubro (2021): +67,4%

— Novembro (2021): +69,4%

— Dezembro (2021): +62,2%

— Janeiro (2022): +55%

— Fevereiro (2022): +36,2%

— Março (2022): +24,6%

— Abril (2022): +42,1%.

Alta global

Após a demissão do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que os preços dos combustíveis estão altos no mundo todo. A exoneração de Bento Albuquerque foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (11). O economista Adolfo Sachsida assume o posto.

Em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília (DF), Bolsonaro evitou comentar sobre a saída de Albuquerque da pasta, porém, voltou a culpar as medidas sanitárias de contenção da covid e governadores e prefeitos pela alta da inflação. Disse que as pessoas o acusam “injustamente” de ser o responsável pelo aumento dos preços.

“O custo de vida no mundo todo, alimento, combustível, tudo subiu de preço. O Brasil foi um dos países que menos subiu o preço das coisas”, declarou Bolsonaro.

O presidente também questionou uma apoiadora sobre o preço da gasolina no Canadá. Depois, também perguntou sobre o preço da carne no País.

Bolsonaro disse que a crise acontece no mundo todo. “Acabei de conversar com brasileiro que está na Inglaterra e ele falou do custo de vida lá. Inclusive, hábitos alimentares foram mudados.”

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