Domingo, 22 de Maio de 2022

Home em foco Comissão que investiga invasão do Capitólio pede depoimento de Ivanka Trump

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A comissão da Câmara que investiga o ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio enviou uma carta à Ivanka Trump, filha do ex-presidente Donald Trump, pedindo sua cooperação voluntária no inquérito.

A informação sobre a carta a Ivanka, que foi uma das principais assessoras do ex-presidente, surge depois que a deputada Liz Cheney, republicana do Wyoming e vice-presidente da comissão, disse ao painel ter reunido provas de que Ivanka implorou ao pai para que pedisse o fim da violência enquanto uma multidão de seus apoiadores invadia o Capitólio.

“Sabemos que a filha dele —temos um testemunho em primeira mão— intercedeu ao menos duas vezes para lhe pedir que, por favor, acabasse com a violência”, disse Cheney em uma entrevista ao canal ABC News neste mês.

Na carta da comissão, Bennie Thompson, deputado democrata do Mississippi e presidente do painel, disse aos investigadores que recebeu informações de Keith Kellogg, um tenente general reformado que foi conselheiro de segurança nacional do vice-presidente Mike Pence.

Kellogg relatou que ele e Ivanka estavam no Salão Oval na manhã de 6 de janeiro, quando Trump pressionou Pence ao telefone para continuar com um plano de descartar os votos do Colégio Eleitoral dados a Joe Biden, em uma tentativa de manter Trump na Presidência.

“A comissão tem informações sugerindo que o conselho da Casa Branca pode ter concluído que as ações que o presidente Trump queria que o vice-presidente Pence tomasse violariam a Constituição ou seriam ilegais”, escreveu Thompson. “A senhora discutiu tais questões com quaisquer membros do Gabinete de Aconselhamento da Casa Branca?”

A carta é o passo mais recente adotado pela comissão para obter informações da família do ex-presidente Trump sobre os eventos que levaram ao motim do Capitólio. A comissão também busca registros de ligações telefônicas e mensagens de texto entre o filho Eric Trump, a namorada de Eric, Kimberly Guilfoyle, e o outro filho Donald Trump Jr., de acordo com a CNN.

A comissão obteve uma grande vitória nesta semana, quando a Suprema Corte rejeitou um pedido do ex-presidente para bloquear a liberação dos registros da Casa Branca relativos ao ataque de 6 de janeiro, efetivamente repelindo a reivindicação de Trump de privilégio executivo e abrindo caminho para que a comissão começasse a receber os documentos.

Poucas horas após a decisão, os Arquivos Nacionais iniciaram o processo de entregar centenas de páginas de documentos para a comissão. Um porta-voz do painel disse que o órgão recebeu alguns dos documentos, com a expectativa de que o restante seja entregue o quanto antes.

Geórgia

Paralelamente à comissão em Washington, Fani Willis, a procuradora de Fulton (maior condado da Geórgia), pediu ao juiz-chefe local a formação de um grande júri especial com poder de intimação para auxiliar na investigação sobre os esforços de Trump de influenciar os resultados da eleição no estado.

Em uma carta, ela justificou o pedido afirmando que múltiplas testemunhas sob investigação se recusaram a cooperar já que não foram intimadas a depor.

A investigação conduzida por Willis, uma democrata, é a mais séria enfrentada por Trump na Geórgia depois de uma gravação ter revelado que, em 2 de janeiro de 2020, ele pressionou o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, a reverter os resultado da eleição com base em alegações mentirosas sobre fraude eleitoral.

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