Quarta-feira, 06 de Maio de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 6 de maio de 2026
Quem está com o nome sujo no Serasa pode usar o Desenrola Brasil 2.0 para regularizar a situação. O programa mira a renegociação de dívidas e a redução do comprometimento de renda das famílias com o pagamento das prestações aos bancos. De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o desconto médio será de 65% da dívida.
A Serasa anunciou nesta semana que terá plataforma voltada para renegociação de dívidas no Novo Desenrola Brasil. Até o momento, a inciativa já tem parceria com oito bancos, que vão oferecer pelo menos 7,7 milhões de ofertas no ecossistema. Entre os bancos participantes estão Santander, Itaú, Bradesco, Nubank, Banco Pan, Bmg, BV e Neon.
O programa iniciou oficialmente nessa terça-feira, 5 de maio, e oferece crédito novo para pagar, com descontos, dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).
A dívida renegociada terá:
– Descontos entre 30 a 90%;
– Taxa de juro máxima de 1,99% ao mês;
– Até 48 meses de prazo;
– Prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela;
– Limite da nova dívida (após descontos) até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira;
– Garantia do FGO.
– Para entrar no Desenrola, as pessoas devem procurar os canais oficiais dos bancos.
Quem pode participar do Desenrola Brasil 2.0?
– Brasileiros com renda até 5 salários-mínimos (R$ 8.105).
Quais os descontos do Desenrola 2.0?
– Percentual vai variar de acordo com a modalidade de crédito e o tempo de atraso, confira:
– Atraso de 91 a 120 dias: desconto de 40%;
– Atraso de 121 a 150 dias: desconto de 45%;
– Atraso de 151 a 180 dias: desconto de 50%;
– Atraso de 181 a 240 dias: desconto de 55%;
– Atraso de 241 a 300 dias: desconto de 70%;
– Atraso de 301 a 360 dias: desconto de 85%;
– Atraso de 1 a 2 anos: desconto de 90%.
Um dia após o lançamento, o Desenrola 2.0 travou e não deslanchou a renegociação das dívidas, como pretendia o governo. Mesmo após o anúncio em evento no Palácio do Planalto na segunda-feira, a regulamentação do sistema que liga o fundo que irá garantir as operações aos bancos só foi publicada na terça-feira.
Endividados que buscaram seus bancos não encontraram as instituições preparadas para renegociar dívidas nos termos anunciados pelo governo. Segundo técnicos do Ministério da Fazenda, ainda era necessária portaria sobre o uso dos recursos do Fundo de Garantia de Operações (FGO), para dar conforto aos bancos para renegociar dívidas com descontos e taxas de juros mais baixas. A norma só foi publicada por volta de 15h15.
No fim da tarde, a Federação Brasileira de Bancos (Febaban) informou em nota que o sistema estaria pronto para começar a rodar a partir das 18h de segunda. (Com informações do jornal O Globo)