Sábado, 17 de Janeiro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 16 de janeiro de 2026
Acidentes podem acontecer com seus dados gravados no computador ou no celular. Furtos, roubos, falhas no disco ou até mesmo um vírus podem levar tudo a perder, sejam fotos do casamento, trabalhos da faculdade ou documentos pessoais.
Proteger as informações gravadas nesses dispositivos é essencial. A solução é fazer backup sempre, de preferência em mais de um lugar.
A primeira alternativa é utilizar os serviços de computação em nuvem para ter um acesso rápido às informações. Google One, Apple iCloud, Microsoft OneDrive, Dropbox e outros oferecem planos pagos – com armazenamento similar ao dos HDs ou SSDs externos.
Para comparação, um plano de 2 TB no Google One saía por R$ 50 ao mês ou R$ 500 ao ano no início de outubro. É quase o mesmo valor de um HD externo mais simples.
Esses serviços de nuvem também oferecem versões gratuitas, porém com espaço limitado de uso.
O complemento do backup – segunda ou terceira cópia do que temos no PC e no smartphone – pode ser feito em discos rígidos externos e cartões de memória, com opções que vão de 64 GB a 16 TB.
Para referência da capacidade de armazenamento, um disco de 1 TB consegue armazenar 250 mil músicas, até 60 horas de vídeo e 160 mil fotos, de acordo com projeções feitas pelos fabricantes. Vale lembrar que 1 TB equivale a 1.000 gigabytes (GB).
O disco externo e o cartão de memória servem para guardar memórias digitais – mas nem sempre quem usa o PC ou o celular lembra de fazer cópias dessas lembranças.
Os sistemas operacionais Windows e Mac OS oferecem uma ferramenta interna para realizar backups de forma automática. Não é preciso usar aplicativos de terceiros.
Marcas como a Kingston Brasil ressaltam que o primeiro passo é configurar o backup automático das pastas mais usadas, como a área de trabalho, documentos e fotos. Depois, criar a rotina de salvar os dados tanto no disco externo (HD ou SSD) quanto na nuvem. A ideia é criar um hábito para prevenir perdas.
Tipos de disco
Modelos de discos rígidos externos utilizam dois tipos principais de tecnologia, o SSD ou HD. Veja a seguir os prós e contras das tecnologias:
SSD – Tem maior velocidade na transferência de dados (até 5 GB/s, dependendo da conexão) na comparação com o HD (até 100 MB/s) e não possui partes móveis (se cair no chão o risco de quebrar é menor que o de um HD). Entretanto, tem menor capacidade de armazenamento (entre 500 GB e 4 TB) na comparação com os HDs (que chegam a 16 TB). Além disso, são mais caros que os HDs.
Hds – Maior capacidade de armazenamento (até 16 TB, mas ) e preço menor que os dos SSDs. Porém, nem todos os modelos são portáteis – os HDs de mesa requerem uma fonte de alimentação.
Mais lentos para transferir dados entre PC e disco – na faixa dos 100 MB/s.
Para o celular
Aparelhos com sistema Android costumam vir com uma entrada para cartões de memória do tipo microSD, que têm capacidades que variam entre 16 GB e 512 GB de armazenamento – quanto maior, melhor, mas é bom checar se o celular é compatível com a capacidade.
Os cartões de expansão dão uma maior flexibilidade ao celular, para salvar fotos e vídeos em maior resolução ou playlists de apps de streaming.
Os iPhones não permitem expansão da memória com esse tipo de cartão, mas os modelos mais novos, com conector USB-C, permitem usar um SSD externo para copiar arquivos.
O backup também pode ser feito no computador ou no Apple iCloud, com planos gratuitos e pagos. Os preços, no começo de outubro, iam de R$ 5,90 (50 GB) por mês a R$ 399,90 (12 TB) mensais.
Uma recomendação dos fabricantes é usar o cartão microSD em apenas um aparelho – trocar de cartão entre celulares pode corromper os dados e levar à perda da informação.
Caso isso aconteça, será preciso utilizar um aplicativo, um serviço de recuperação de dados ou formatar o microSD.
Vale ressaltar que HDs e SSDs externos também podem ser utilizados para copiar dados em celulares e tablets (incluindo iPads mais recentes) compatíveis com o conector USB-C.