Terça-feira, 09 de Agosto de 2022

Home Brasil Companhia aérea Azul demite dois funcionários presos por tráfico de drogas em aeroporto

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A companhia aérea Azul demitiu dois funcionários que foram presos por envolvimento em esquema de tráfico de drogas no Aeroporto Internacional de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Em nota oficial, a empresa informou o fato e se colocou a disposição das autoridades para a investigação do caso, que deve ser conduzida pela Polícia Federal (PF).

O esquema foi descoberto por operação comandada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) no sábado (26), com ajuda de cães farejadores da Polícia Militar. Estima-se que ao menos 500 toneladas de drogas possam ter  sido transportadas em aeronaves da companhia em apenas um mês.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a direção da companhia aérea informou, ainda, que os envolvidos eram colaboradores de um representante do setor de cargas da Azul. Confira, a seguir, a íntegra do comunicado:

“A Azul informa que os dois funcionários envolvidos na ocorrência no terminal de cargas do aeroporto de Campo Grande eram colaboradores de um representante da unidade de cargas da Azul. Ambos foram detidos e já não fazem mais parte do quadro de funcionários da empresa. Ressaltamos estar à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos”.

Os investigados

A dupla presa e demitida é formada por Diego Cordeiro de Lima, 29 anos, e João Vitor Mendonça de Freitas, de 25. Em depoimento à polícia, eles alegaram que há pelo menos um mês vinham despachando encomendas que acreditavam ser apenas eletrônicos de origem ilícita.

“Isso incluía umas caixas sem abrir, duas vezes por semana”, disse um dos interrogados. A situação de ambos está complicada com a Justiça: durante a operação, um dos cães farejadores apontou a localização de uma caixa com 63 quilos de substância análoga à maconha.

A equipe policial localizou um dos suspeitos em casa. Ao ser questionado sobre a encomenda, Lima disse que sabia ser material ilícito mas que o lote era de produtos eletrônicos. O rapaz acabou delatando a participação de Freitas, encontrado logo em seguida e que apresentou a mesma versão do comparsa.

Ambos garantiram jamais terem aberto as caixas para ver o que tinha dentro. Já no que se refere ao suposto dono do material, informaram apenas se tratar de um homem chamado “Thiago”. Após a oitiva, os dois funcionários da Azul foram presos em flagrante por tráfico de drogas e encaminhados à Justiça. O caso segue sob investigação.

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