Domingo, 04 de Outubro de 2026

Home Eleições 2026 Conferência Nacional dos Bispos do Brasil pede a proteção de Nossa Senhora Aparecida e o País reconciliado neste domingo de eleições

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Na manhã deste domingo (4), dia de eleições, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou nas redes sociais uma nota pedindo “proteção de Nossa Senhora Aparecida” à pátria e um “Brasil reconciliado”. Nos últimos dias, uma polêmica envolveu o nome do candidato à presidência Flávio Bolsonaro, em relação a projeto para retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.

“Confiamos nossa Pátria à proteção de Nossa Senhora Aparecida. Que Deus nos conceda sabedoria e coragem para construirmos juntos um Brasil reconciliado, soberano, justo e fraterno. #Eleições2026”, diz a publicação da CNBB.

No dia 24 de setembro, durante o programa “Em Pauta”, da GloboNews, a jornalista Maria Cristina Fernandes relatou haver um movimento na Igreja Católica de reação a uma parcela de evangélicos que estaria mobilizando um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

A GloboNews posteriormente corrigiu a informação e esclareceu que não existe atualmente nenhum projeto com esse conteúdo no Congresso nem uma mobilização organizada de evangélicos nesse sentido.

Uma proposta sobre o tema chegou a ser apresentada em 2007, mas foi arquivada no ano seguinte. O projeto, de autoria do então deputado Professor Victorio Galli, pretendia substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

Nos últimos dias, ganharam força nas redes sociais alinhadas à esquerda publicações que associavam Bolsonaro e políticos de direita a uma intenção de retirar o título de Nossa Senhora Aparecida. Flávio negou a existência de qualquer proposta nesse sentido. No dia 25 de setembro, o ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, determinou liminarmente a remoção de publicações relacionadas ao episódio, entre elas um post do humorista Antonio Tabet.

Dias depois, porém, o ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu os efeitos da decisão de Mendonça e permitiu que a publicação de Tabet fosse restabelecida. Dino argumentou, entre outros pontos, que o post não citava nominalmente Flávio Bolsonaro e destacou a proteção constitucional à liberdade de expressão.

Na última segunda-feira (28), a defesa de Flávio Bolsonaro recorreu ao STF contra a decisão de Dino e pediu que o entendimento de Mendonça volte a produzir efeitos enquanto o caso é analisado.

Após o recurso, Dino enviou sua decisão para referendo do plenário do Supremo. Uma história semelhante já havia circulado durante as eleições de 2018, quando Jair Bolsonaro disputava pela primeira vez a Presidência.

Naquele ano, o projeto Fato ou Fake mostrou ser falsa uma publicação segundo a qual Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo Bolsonaro teriam assinado o projeto de 2007 que pretendia alterar o título de Nossa Senhora Aparecida.

A proposta havia sido apresentada pelo então deputado Professor Victorio Galli e acabou arquivada em agosto de 2008.

 

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