Quarta-feira, 13 de Maio de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 13 de maio de 2026
A proposta de emenda constitucional conhecida como PEC 6×1 segue gerando debate no Congresso Nacional e preocupação entre representantes do setor produtivo. Entidades ligadas ao comércio, aos serviços e ao empreendedorismo avaliam que a redução da jornada de trabalho, sem medidas de compensação, pode elevar custos operacionais e afetar a geração de empregos no país.
Nos bastidores, empresários e parlamentares discutem alternativas para adaptar o texto à realidade econômica brasileira, especialmente diante do receio de impactos sobre pequenos e médios empreendedores. Entre os pontos em discussão estão a flexibilização das formas de contratação, o fortalecimento dos acordos e convenções coletivas e a preservação da competitividade das empresas.
Nesse contexto, o deputado federal Bibo Nunes iniciou a coleta de assinaturas para apresentar uma emenda à proposta. O texto defendido pelo parlamentar conta com apoio de integrantes da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços e da Frente Parlamentar do Empreendedorismo.
A emenda apresentada busca ampliar a segurança jurídica nas relações de trabalho e garantir maior liberdade para negociações coletivas entre empregadores e trabalhadores. O texto também prevê autorização para funcionamento do comércio em feriados e medidas voltadas ao incentivo da atividade econômica.
Segundo defensores da proposta, a intenção é evitar que mudanças na jornada de trabalho provoquem aumento de custos para empresas e redução no ritmo de contratação. O setor produtivo argumenta que a discussão precisa considerar os efeitos econômicos da medida, principalmente em segmentos com maior uso de mão de obra.
Bibo Nunes afirmou que o debate sobre a PEC deve equilibrar proteção aos trabalhadores e crescimento econômico. “Precisamos pensar na economia como um todo. O Brasil precisa crescer, gerar empregos e proteger o trabalhador sem inviabilizar quem produz e empreende”, declarou o parlamentar.
A PEC 6×1 ainda está em fase de discussão no Congresso e deve continuar sendo alvo de negociações entre parlamentares, empresários e representantes sindicais nas próximas semanas.