Quarta-feira, 22 de Abril de 2026

Home Porto Alegre Construído em dois dias, novo caminho de acesso ao Centro de Porto Alegre já é utilizado

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Construído de forma emergencial em pouco mais de dois dias, o caminho alternativo de acesso ao Centro de Porto Alegre está liberado desde a noite dessa sexta-feira (10). A estrutura possui 300 metros de extensão e é formada por pedras sobre camada de aterro permite que veículos leves e pesados de ajuda humanitária transitem sobre área inundada entre o viaduto no trecho final da avenida Castelo Branco e o Túnel da Conceição.

O tráfego – abaixo de chuva e com iluminação ainda precária – começou logo após a demolição e retirada da parte demolida da já cinquentenária passarela de pedestres da Estação Rodoviária. Esse procedimento havia sido avaliado como necessário para a passagem de caminhões mais altos, por exemplo. A prefeitura garante que o segmento de  concreto será refeito futuramente.

A obra começou na quarta-feira (8) com a colocação de pedras-rachão ao longo da nova via, criando uma pista única e que funciona de forma alternada, com uma direção por vez – no sentido Osvaldo Aranha–Castelo Branco, via túnel da Conceição (e vice-versa). Agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) orientam o trânsito no local. Veículos de passeio não estão autorizados a circular pelo local.

Localizado próximo ao edifício Chaves Barcelos e prédio da empresa Tumelero, o acesso facilitará atendimentos de emergência e o abastecimento da cidade, desafogando a rodovia estadual RS-118, corrobora o engenheiro Assis Arrojo, titular da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSurb).

Seu colega da pasta de Obras e Infraestrutura (Smoi), André Flores, acrescenta: “Não medimos esforços para encontrar soluções que, mesmo provisórias, ajudarão nossa cidade em um momento tão difícil. Derrubamos a passarela para que os caminhões de maior porte, com 4,2 metros, possam passar, já que a pista ficou mais alta em cerca de 2,5 metros. Trata-se de uma medida extrema mas necessária em um momento grave”.

Foram mobilizados mais de 100 profissionais e 65 máquinas para a realização da obra em ritmo acelerado. Se a experiência for bem-sucedida, já se cogita que deva ser repetida nos mesmos moldes em outras regiões da capital gaúcha afetadas pela pior tragédia climática já enfrentada pela cidade.

(Marcello Campos)

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