Terça-feira, 26 de Maio de 2026

Home Política Coordenador de campanha de Flávio pede ao Supremo investigação sobre vazamento de áudio com Vorcaro, onde ele ficou guardado e quais agentes tiveram acesso aos dados

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O coordenador da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro, o também senador Rogério Marinho, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o ministro André Mendonça apure o que classificou como “vazamento seletivo” de informações sigilosas relacionadas ao inquérito do Banco Master. A manifestação ocorre após a divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Na representação enviada ao STF, Marinho solicita uma investigação sobre a origem do material divulgado, a forma como os dados foram armazenados e quais agentes públicos ou pessoas tiveram acesso às informações. O senador também pede que sejam identificadas eventuais responsabilidades pelo compartilhamento do conteúdo sob sigilo judicial.

A iniciativa foi apresentada semanas depois de o site The Intercept Brasil publicar trechos de diálogos atribuídos a Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Nas conversas divulgadas, o presidenciável cobra recursos financeiros que, segundo o material publicado, seriam destinados à produção de um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A divulgação dos áudios provocou repercussão nos bastidores da campanha e ampliou o clima de desconfiança dentro do PL e também entre integrantes do mercado financeiro. Em um dos trechos divulgados, Flávio Bolsonaro chama Vorcaro de “meu irmão” e afirma que estará “sempre com ele”.

No pedido encaminhado ao Supremo, Rogério Marinho afirma que a representação não busca questionar a atuação da imprensa nem restringir a divulgação de informações jornalísticas. Segundo ele, o objetivo é identificar quem teve acesso ao conteúdo protegido por sigilo e de que forma o material chegou ao conhecimento público.

“A liberdade de imprensa não elimina o dever estatal de apurar a origem de vazamentos de autos sigilosos”, afirma o senador no documento enviado à Corte.

A representação também pede a abertura de um procedimento específico para investigar possível violação de sigilo funcional por parte de pessoas que tiveram acesso ao inquérito.

“O que se pretende é a apuração da origem do vazamento, da cadeia de custódia do material divulgado, dos agentes que tiveram acesso aos elementos sigilosos e da eventual utilização indevida de informações protegidas por sigilo para fins de constrangimento público, interferência política ou desequilíbrio do devido processo legal”, diz outro trecho do documento protocolado no STF. (Com informações da Folha de S.Paulo)

 

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