Domingo, 10 de Maio de 2026

Home Esporte Copa do Mundo: brasileiros estão mais desanimados e desconfiam da nossa Seleção

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O desânimo dos brasileiros em relação à Copa do Mundo de 2026 passou de 22% a 48% entre o evento de 2022, no emirado árabe do Catar, e o deste ano, que terá como anfitriões México, Estados Unidos e Canadá. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo instituto Ipsos. De todos os segmentos populacionais, o único com índice inferior a 40% é o de 16 a 24 anos, com 25% dizendo-se desanimados.

Mesmo assim, o Mundial de futebol masculino está dentro do Top 4 das paixões nacionais, escolhido por 8,2% dos entrevistados, atrás apenas de séries (10,9%), música (10,7%) e religião (9%). O futebol em si, como modalidade, está um pouco mais abaixo, perto de viagens e gastronomia, com 7,3%.

“O fato de o Mundial continuar uma das principais paixões nacionais, mesmo em contexto de desânimo, mostra que o evento vai além do desempenho da Seleção e hoje funciona como grande momento social e emocional”, avalia Paula Soria, líder de marcas na Ipsos Brasil. “A Copa alavanca rituais, encontros e experiências compartilhadas que fazem parte da cultura brasileira, independentemente do resultado dentro de campo.”

Ela adiciona um comentário: “Isso traz à tona um torcedor mais complexo, que é aquele menos dependente da vitória da Seleção para se engajar e mais conectado ao que a Copa representa como evento. A paixão continua existindo, embora menos centrada exclusivamente nos jogos em si e mais no que ele proporciona enquanto vivência. Deixou de ser algo apenas sobre ganhar e passou a ser sobre viver o momento.”

Desconfiança

A relação dos brasileiros com a Seleção mudou. Também na lista de paixões nacionais, com 6%, a equipe da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já não inspira tanta confiança. Em 2022, metade da população acreditava que o Brasil tinha muitas chances de ser campeão.

Hoje apenas 18% crê nessa possibilidade, enquanto 49% declaram que há poucas chances de conquistar o hexa. Isso não impede, contudo, que a “Canarinho” mobilize 40% da população, tanto homens quanto mulheres, da mesma forma que em 2022.

“O torcedor brasileiro não deixou de se importar”, avalia Paula Soria. “Ele só passou a se envolver de forma mais cautelosa. É uma relação menos baseada em expectativa de resultado e mais na experiência coletiva que a Seleção ainda proporciona para boa parte da população.”

A pesquisa indica outra mudança importante: se a Seleção continua um símbolo relevante, por outro lado já não mobiliza tanto de forma incondicional. O vínculo permanece, mas com maior senso crítico e menos entrega imediata. Em resumo: o brasileiro não deixou de torcer, só deixou de acreditar de forma “automática”.

O levantamento da Ipsos também revela um aumento de 24% em 2022 para 35% em 2026 do índice de brasileiros que não pretendem assistir a nenhuma partida do Mundial. Enquanto 21% querem ver todos os jogos possíveis, 42% têm interesse apenas em partidas de Seleção. (com informações do jornal O Estado de S. Paulo)

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