Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2024

Home Copa do Mundo 22 Corpo mole? Entenda por que Messi e Mbappé são os únicos da Copa que andaram mais em campo do que correram

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Lionel Messi e Kylian Mbappé são os craques da final da Copa do Mundo e decidirão neste domingo (18), quem ficará com a taça. Mas nenhum dos dois precisou correr muito para chegar até aqui. Pelo menos não literalmente: dados da Fifa apontam que os dois são os únicos jogadores de linha que andaram mais do que correram no torneio.

Messi, por exemplo, percorreu 53 km nos gramados do Catar, mas 57% dessa distância foi percorrida andando. No caso de Mbappé, foram 51%. O francês, em média, percorreu 8 km por partida disputada. Os dois são os únicos que andaram mais do que correram, excluindo, é claro, os goleiros. A Fifa cataloga os dados físicos dos jogadores em cinco categorias de velocidade, que vai desde “andando” (do inglês “walking”) até “sprint em alta velocidade” (do inglês “high speed sprinting”).

Os dados permitem uma visão única sobre a dinâmica dos dois craques em campo. São números que se encaixam no contexto de jogo das duas equipes. Obviamente, nem Messi e nem Mbappé estão fazendo corpo mole.

Mbappé, por exemplo, foi o jogador responsável por atingir a 9ª maior velocidade em toda a Copa: contra a Polônia, ele chegou a 35,30 km/h em um dos piques que deu (o jogador mais rápido da Copa foi Kamaldeen Sulemana, de Gana, que chegou a 35,66 km/h contra o Uruguai). E embora ande muito em campo, o atacante francês também é um dos que mais chega nesses picos de velocidade: 4,5% da distância percorrida por Mbappé na Copa foi em “sprints de alta velocidade”, quando ele ultrapassa 25 km/h por mais de 20 metros. Como padrão de comparação, a média para atacantes no torneio é de 2,8%.

Por motivos diferentes, tanto Messi quanto Mbappé não têm tanta responsabilidade defensiva. Nos jogos da França, chamou a atenção de analistas táticos o fato de que a França admite ter uma inferioridade numérica do lado esquerdo, permitindo que Mbappé não acompanhe o lateral na marcação. Em compensação, ganha espaço para os contra-ataques. Em outras palavras, o francês pode andar na marcação para poder correr na hora certa.

Messi também raramente volta para marcar, até porque já tem 35 anos. Isso não o impede, é claro, de dar piques na hora certa. Na última partida, Scaloni escalou quatro meio-campistas para dar mais liberdade ainda a Messi e Julián Álvarez no campo do ataque, mas é o mais jovem o responsável por pressionar na saída de bola: ele aplicou pressão no portador da bola 13 vezes contra a Holanda e Messi, uma.

A ideia é poupar o craque também para criar na hora certa. Ao contrário de Mbappé, que chega a picos de velocidade no contra-ataque, Messi tem criado esses sprints com a bola no pé, como no caso do terceiro gol contra a Croácia, quando recebe a bola na lateral e avança até a linha de fundo, driblando o zagueiro Gvardiol antes de dar mais uma assistência para Álvarez.

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