Terça-feira, 16 de Julho de 2024

Home Cláudio Humberto Cotão milionário ajuda a reeleger parlamentares

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Ganha força a avaliação de que o fundão eleitoral de R$ 5 bilhões privilegia políticos no exercício do mandato e evita que novos nomes apareçam. Isso fica claro com a farra do reembolso de R$ 141,3 milhões, por meio da “cota parlamentar”, a senadores e deputados que tentam reeleição. Gastos com propaganda pessoal disfarçada de prestação de contas e passagens aéreas equivalem a 41% da farra de denominação falaciosa: “Cota para Exercício de Atividade Parlamentar”, o “cotão”.

Sobra para nós
O parlamentar usa o “cotão” para ressarcir quaisquer gastos, dos mais extravagantes ao sorvete da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB).

Ano eleitoral
Deputados torraram R$ 29,5 milhões até agosto, para “divulgar atividade parlamentar”, ainda que nula. Na prática, campanha por nossa conta.

Tem mais
A farra das passagens aéreas dos membros da Câmara dos Deputados custou ao pagador de impostos mais R$ 26,5 milhões somente em 2022.

Curiosidade
No Senado, onde só um terço tenta reeleição, o custo com passagens foi R$ 4,5 milhões, mais que o dobro dos R$ 2 milhões da propaganda.

Senado é o tribunal do Supremo, afirma Girão
O senador Eduardo Girão (Pode-CE) afirmou que o Senado “é o tribunal do STF”, mas admite que só um milagre faria a Casa apreciar ainda este ano os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. É competência de o Senado decidir sobre isso. Girão observa que “um poder protege o outro”, lembrando o que chama de círculo vicioso: “processos de parlamentares estão nas mãos dos ministros, processos dos ministros estão nas mãos dos parlamentares”, aponta.

Falta respeito
Para o parlamentar cearense, “não há respeito dos ministros do Supremo para com o Senado. Se convite eles não respeitam…”.

Ignorado
Girão já presidiu diversas sessões de comissão do Senado para discutir potenciais abusos do judiciário. Convidados, ministros do STF ignoraram.

E o diálogo?
“Quem que tá buscando o diálogo pela democracia, realmente?” indagou Girão após ministros do STF ignorarem, outra vez, convites do Senado.

Sem razão para queixas
O novo estudo Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça, aponta que o Poder Judiciário custou R$ 104 bilhões em 2021, dos quais 91,5% foram destinados a custear apenas a excelência dos salários.

Fake news oficial
Redes sociais acolhem a hipocrisia em que se transformou o “combate a fake news”. Candidatos mentem à vontade, impunemente, em suas propagandas no YouTube, incluindo gente condenada por corrupção.

Maior climão
Cada seção eleitoral deve incorporar o clima beligerante no principal gabinete do TSE. Convertidos em vigilantes, terão de lidar com eleitores que levem celulares ou sejam suspeitos de usar armas.

Justiceiros
O admirado jornalista José Arimateia Azevedo, 68, crítico de abusos de autoridades, parece ter sido condenado à morte e não à prisão, no Piauí. Perícia judicial atestou doenças coronariana e vascular, hipertensão, diabetes, aneurisma etc. Apesar disso, negaram-lhe prisão domiciliar.

Bom plano?
A um mês do dia da eleição presidencial, com problemas de rouquidão e recuperado de um câncer na garganta, o candidato petista Lula disse que precisa “parar de falar um mês para recuperar a voz”.

Ajustes finais
O cientista político Paulo Kramer citou dados das pesquisas XP/Ipespe para afirmar que os institutos de pesquisa começando a “remaquilar” os números. “Aprovação de Bolsonaro subiu 9% desde o começo do ano”.

Fracasso recente
Na véspera da eleição de 2018, Ibope e Datafolha davam certeza dos 7% que obteria o então candidato tucano a presidente, Geraldo Alckmin. Ele acabou com 4,6% dos votos, o pior resultado do PSDB na História.

De volta
Após o retorno do Salão Internacional da Alimentação, suspenso por dois anos de pandemia, a Confederação Nacional da Indústria organiza uma missão comercial para guiar empresários brasileiros do setor, na França.

Pensando bem…
…para os “defensores da democracia”, é apenas um detalhe o direito ao voto.

PODER SEM PUDOR
Regime ilícito

Amigo de Getúlio Vargas e assessor de imprensa de João Goulart, o jornalista gaúcho Rivadávia de Sousa foi preso nos tempos de ira do regime militar, em 1968. O obtuso que o interrogava atacou: “O que o senhor sabe sobre enriquecimento ilícito no governo de Jango?” Ele, topetudo e indignado, respondeu na bucha: “Nada. Eu é que quero saber quem é hoje o responsável pelo meu empobrecimento ilícito!”

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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