Domingo, 26 de Maio de 2024

Home em foco Covid aumenta risco de nevoeiro mental e outros transtornos cerebrais

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Pessoas que foram infectadas pelo coronavírus têm mais chances de desenvolver “nevoeiro mental”, demência e epilepsia dois anos depois de ter covid do que em outras infecções respiratórias. A descoberta é de um estudo feito pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e publicado pela revista científica The Lancet Psychiatry.

A pesquisa também mostrou que casos de depressão e ansiedade não aumentaram em pessoas que tiveram covid entre os anos de 2020 e 2021.

Em linhas gerais, especialistas dizem que o vírus interrompeu a rotina e a vida, além de deixar as pessoas doentes. Apesar desses resultados, mais trabalhos são necessários para entender como e por que a covid pode levar a outras condições que afetam o cérebro e o bem-estar. Pesquisas anteriores haviam apontado que os adultos correm um risco maior de doenças cerebrais e mentais nos seis meses após ter contato com o coronavírus.

Metodologia

O estudo mais recente analisou o risco de sofrer com 14 distúrbios diferentes em 1,25 milhão de pacientes que tiveram covid há dois anos. Em seguida, esse grupo foi comparado com outro, também de 1,25 milhão de pessoas, que foram diagnosticadas com outras infecções respiratórias (como gripe ou resfriado, por exemplo).

No grupo que teve covid há dois anos, foi possível observar mais casos de:

– Demência, acidente vascular cerebral (AVC) e confusão mental em adultos com mais de 65 anos;
– “Nevoeiro mental” em adultos de 18 a 64 anos. Esse é um termo genérico que os cientistas usam para descrever quadros de confusão e esquecimentos, como se o raciocínio e a memória estivessem embaralhados;
– Epilepsia e distúrbios psicóticos em crianças, embora os riscos fossem pequenos.

O risco das crianças de desenvolver epilepsia após ter covid foi de 260 a cada 10 mil pessoas, por exemplo. Naquelas acometidas por outras infecções respiratórias, essa taxa ficou em 130 em 10 mil.

Já a probabilidade de desenvolver um transtorno psicótico também aumentou após a doença — ficou em 18 em 10 mil — mas ainda é considerada uma condição rara pelos especialistas

O estudo também revelou que alguns distúrbios tornaram-se menos comuns dois anos após a infecção, como:

– Ansiedade e depressão em crianças e adultos;
– Transtornos psicóticos em adultos.

De acordo com o levantamento, o aumento do risco de depressão e ansiedade em adultos no pós-covid dura menos de dois meses antes de retornar aos níveis considerados normais.

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