Sexta-feira, 24 de Maio de 2024

Home em foco Entenda como acontece a transmissão da varíola dos macacos pele a pele

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A principal forma de transmissão da varíola dos macacos, doença também conhecida como monkeypox, ocorre por meio do contato direto pessoa a pessoa, chamado de pele a pele. Ela pode acontecer a partir do contato direto com lesões cutâneas, crostas ou fluidos corporais de uma pessoa infectada, pelo toque em objetos, tecidos (roupas, lençóis ou toalhas) e superfícies que foram usadas por alguém com a doença, além do contato com secreções respiratórias. O vírus também é transmitido durante o contato íntimo, incluindo: sexo oral, anal e vaginal ou toque dos órgãos genitais ou ânus de uma pessoa com varíola dos macacos.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, a transmissão também acontece ao abraçar, massagear e beijar, por contato pessoal prolongado e pelo toque de tecidos e objetos, durante o sexo, que foram usados por uma pessoa infectada e que não foram limpos, como roupas de cama, toalhas, equipamentos de fetiche e brinquedos sexuais.

De acordo com o Ministério da Saúde, uma pessoa pode transmitir a doença desde o momento em que os sintomas começam, como a erupção cutânea, que são as feridas na pele, febre, dores no corpo e na cabeça, aumento dos gânglios – ou ínguas, calafrios e fraqueza.

O período de transmissão ocorre até que as lesões cicatrizem completamente e uma nova camada de pele se forme. O risco maior de exposição está entre profissionais de saúde, familiares e parceiros íntimos de alguém que tenha a doença.

O ministério recomenda que todas as pessoas com sintomas compatíveis de varíola dos macacos devem procurar atendimento médico imediatamente e adotar as medidas de isolamento recomendadas. O diagnóstico é realizado de forma laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético. As amostras são direcionadas para oito laboratórios de referência no Brasil.

A doença, na maioria dos casos, evolui sem complicações e os sinais e sintomas duram de duas a quatro semanas. As manifestações clínicas habitualmente incluem lesões na pele na forma de bolhas ou feridas que podem aparecer em diversas partes do corpo, como rosto, mãos, pés, olhos, boca ou genitais.

No entanto, o surto atual da doença tem apresentado características epidemiológicas diferentes, com sintomas que podem ser bastante discretos, o que pode dificultar e atrasar o diagnóstico adequado.

Na forma mais comum documentada da doença, os sintomas podem surgir a partir do sétimo dia com uma febre súbita e intensa. São comuns sinais como dor de cabeça, náusea, exaustão, cansaço e principalmente o aparecimento de inchaço de gânglios, que pode acontecer tanto no pescoço e na região axilar como na parte genital.

Já a manifestação na pele ocorre entre um e três dias após os sintomas iniciais. Os sinais passam por diferentes estágios: mácula (pequenas manchas), pápula (feridas pequenas semelhantes a espinhas), vesícula (pequenas bolhas), pústula (bolha com a presença de pus) e crosta (que são as cascas de cicatrização).

Em alguns pacientes, as feridas podem surgir apenas na área genital ou do ânus e não se espalham pelo corpo. Em outros, é comum a identificação de uma lesão única.

Diagnóstico

Infectologistas apontam que no surto atual, diferentemente da descrição inicial da doença na África, as feridas também podem aparecer em diferentes estágios de desenvolvimento. Além disso, há relatos de aparecimento de lesões antes do início da febre, mal-estar e outros sintomas da doença.

A correlação entre o sintoma e a possibilidade de ser varíola dos macacos deve ser feita por profissional de saúde. Na consulta, o médico considera informações epidemiológicas como o contato com casos suspeitos ou confirmados da doença e o histórico de contato íntimo com parceiros casuais antes da manifestação sintomática. Com base nesses registros coletados durante a consulta, o especialista poderá fazer o pedido de teste de diagnóstico.

Casos

Até o momento, de acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra 3.450 casos confirmados de varíola dos macacos. Foram registrados casos nos estados de São Paulo (2.279), Rio de Janeiro (403), Minas Gerais (159), Distrito Federal (141), Paraná (83), Goiás (136), Bahia (29), Ceará (29), Rio Grande do Norte (14), Espírito Santo (8), Pernambuco (19), Tocantins (1), Maranhão (2), Alagoas (1), Acre (1), Amazonas (15), Pará (4), Paraíba (1), Piauí (2), Rio Grande do Sul (54), Mato Grosso (13), Mato Grosso do Sul (12), e Santa Catarina (44).

 

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