Domingo, 14 de Junho de 2026

Home Variedades Covid matou três vezes mais do que o registrado oficialmente, diz Organização Mundial de Saúde

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A pandemia de Covid-19 matou três vezes mais pessoas entre 2020 e 2023 do que os números oficialmente divulgados. Segundo a Organização Mundial de Saúde, foram 22,1 milhões de mortes no mundo, ao contrário dos 7 milhões de vítimas que foram reportados anteriormente. Esses dados fazem parte do relatório “Estatísticas Mundiais de Saúde”, que foi apresentado pela OMS em 15 de maio de 2026.

Segundo o documento, esse aumento expressivo se explica pela subnotificação de casos (mortes pela Covid que não foram contabilizadas) e pelas mortes indiretas (vítimas de outras doenças graves que morreram em função do colapso do sistema e/ou pela dificuldade no acesso aos sistemas de saúde). São dados alarmantes que revelam o horror da pandemia, o que foi sensivelmente agravado pelo negacionismo e pela máquina de desinformação colocada em pleno funcionamento por vários países, o Brasil entre eles, infelizmente.

Naquele momento, em conjunto com a pandemia de Covid, o mundo viveu também uma pandemia de desinformação, ou desinfodemia, tão preocupante e devastadora quanto a outra, que impactou o curso do controle da doença em diversos países em relação à prevenção, às formas de combate, ao comportamento da população, com uma sistemática disseminação de desinformação.

O termo foi cunhado pela Organização das Nações Unidas para a Ciência, a Educação e a Cultura (Unesco) a partir da pesquisa “Disinfodemic – Deciphering Covid-19 Disinformation”, publicada pela instituição em abril de 2020. Segundo o documento, “a desinformação sobre a Covid-19 cria confusão em relação à ciência médica com impacto imediato em todas as pessoas do planeta e em sociedades inteiras. É mais tóxica e mais mortal do que a desinformação sobre outros assuntos”.

A pesquisa realizada pela Unesco elencou os nove temas principais da desinfodemia:

Origem e disseminação do novo coronavírus;
Estatísticas falsas e enganosas;
Impactos econômicos;
Desacreditação de jornalistas e de veículos de notícias confiáveis;
Sintomas, diagnóstico e tratamento;
Impactos na sociedade e no meio ambiente;
Politização;
Conteúdo impulsionado por ganho financeiro fraudulento;
Desinformação focada em celebridades.
Todos esses tópicos foram observáveis no Brasil.

Como salientou o documento, a desinformação sobre a Covid, naquele momento, contaminou a percepção das pessoas em relação à pandemia, sua gravidade e as consequências, bem como levou a ignorar recomendações e preceitos científicos e de política sanitária, como as recomendações de isolamento feitas pela OMS.

A desinformação como um fenômeno contemporâneo se consolidou em todo o mundo, não apenas no Brasil, com fortes impactos em vários contextos – social, político, econômico, de saúde.

Esse fenômeno comunicacional tem grande evidência pela emergência das fake news, mas não pode ser resumido a essa expressão, pois há uma gama de estratégias e manifestações – resumir o fenômeno da desinformação à simples disseminação de boatos é um erro muito grave para o funcionamento democrático. Com informações do portal G1.

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