Sábado, 12 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 12 de setembro de 2026
A defesa do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-SP), tentou quatro vezes transferir do ministro Flávio Dino para o também ministro André Mendonça a investigação sobre a destinação de emendas parlamentares a entidades ligadas à produtora do filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os advogados alegaram, em um dos pedidos, que Mendonça, que já estava à frente de outras investigações sobre a cinebiografia, também teria que assumir a apuração sobre suposto uso de recursos públicos no filme.
“Demonstrou-se que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 não se deu por acaso, mas se tratou de verdadeira manipulação das regras de competência, a fim de criar uma prevenção artificial e inexistente do Exmo. Min. Flávio Dino para os fatos”, afirmou a defesa.
As duas primeiras solicitações foram endereçadas ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin. As outras foram destinadas a Dino.
As investigações sobre “Dark Horse” apuram os seguintes fatos: os repasses de R$ 62,8 milhões feitos por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro; a eventual destinação de parte desses recursos para bancar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos; e a indicação de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora do filme.
Operação da PF
Na quinta-feira (10), a PF (Polícia Federal) cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em uma operação relacionada ao financiamento do filme “Dark Horse”.
O deputado federal Mario Frias (PL-SP) e Karina Gama, dona Go Up, produtora da cinebiografia, foram alvos da ação. A operação, autorizada por Dino, apurou informações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, informou a PF.
A corporação disse ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema.
Estão sendo investigados os crimes de peculato (desvio, por parte de um funcionário público, de bens e valores que ele tem acesso por conta do cargo que ocupa), falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.