Sexta-feira, 16 de Outubro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 15 de outubro de 2026
Depois de aprovar a toque de Caixa o texto da PEC do fim da escala 6×1, sem debater as consequências negativas que a medida vai provocar nas áreas do comércio, indústria e serviços, o governo Lula, desesperado para reverter um favoritismo atribuído por todas as pesquisas, ao seu rival Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, prepara uma nova cartada. A bola da vez é a PEC da Segurança Pública, uma bandeira que pode render dividendos eleitorais. Especialistas sugerem que o tema seja mais debatido, porque tal como está, o texto reduz a autonomia das polícias civis e militares nos estados, e inibe o combate ao crime. Mas como a esquerda é especialista em narrativas, a versão do momento, é que a PEC da Segurança Pública será a varinha mágica que após aprovada, trará paz a todos os lares brasileiros.
Duas emendas tratam da redução da maioridade penal
Aliados da oposição e do governo apresentaram emendas à PEC da Segurança Pública, tentando encaixar também a redução da maioridade penal, considerado tema imperativo nessa pauta. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República tem uma emenda que propõe a redução da maioridade penal para 16 anos na maior parte dos crimes e para 14 anos em crimes como tráfico de drogas e organização criminosa.
Já, o líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), protocolou uma emenda que define a redução da maioridade penal para 16 anos apenas em caso de crimes hediondos, como homicídio, tortura e estupro, sem incluir delitos de menor gravidade, como furto. Mas o relator da PEC, senador Rogério Carvalho, petista representando Sergipe, já anunciou que não vai aceitar emendas. Porque neste caso, a PEC teria de retornar para a Câmara dos Deputados e isso não interessa ao governo Lula, pois impediria sua aprovação antes do dia 25 e o uso eleitoral da decisão. Diante do impasse entre as duas emendas, o presidente do Senado Davi Alcolumbre tirou a PEC da Segurança da pauta, apostando num entendimento entre governo e oposição.
Lula e Davi Alcolumbre jogam o futuro político
O esforço do presidente do Senado Davi Alcolumbre para atender as pautas eleitorais do presidente Lula, tem um pano de fundo: tanto ele como Lula jogam as vidas nesta eleição do segundo turno.
Sebastião Melo pode perder dois secretários?
As especulações dando como certa a presença dos secretários municipais de Porto Alegre Leonardo Pascoal (Educação) e Cezar Schirmer (Planejamento) no secretariado do governador eleito Luciano Zucco, representarão duas baixas importantes, avaliou ontem o prefeito Sebastião Melo. A possibilidade porém, está ainda no terreno das especulações.
Futuro governador fará anúncio coletivo do novo secretariado
O futuro governador Luciano Zucco pretende anunciar os nomes dos secretários, e ocupantes de cargos estratégicos do novo governo de forma coletiva, sem antecipar indicações. Esta semana, o anúncio de que o deputado estadual Capitão Martim teria recebido convite pra a Secretaria da Defesa Civil, não foi confirmada por Luciano Zucco, que não gostou da especulação ter sido dada como anuncio oficial.
Eduardo Leite e Gabriel Souza, em cima do muro.
O governador Eduardo Leite (PSD) reafirmou esta semana, eu não pretendo manifestar apoio pessoal a qualquer dos candidatos à presidência da República: Jair Bolsonaro (PL) ou Lula (PT). Já, o seu vice, Gabriel Souza (MDB), candidato derrotado na eleição, viajou para a Europa em missão oficial, e mantém silencio sobre a preferência na disputa presidencial.
Ernani Polo é Flávio Bolsonaro
O deputado estadual Ernani Polo (PSD), que disputou o cargo de vice-governador ao lado do candidato Gabriel Souza (MDB), não só abriu seu voto para Flávio Bolsonaro, como participou da agenda do presidenciável na última quarta-feira em Porto Alegre.
Como foi o primeiro leilão dos hotéis Manta e Tourist, em Pelotas
Sob o martelo do leiloeiro Giancarlo Peterlongo, o primeiro leilão judicial da massa falida dos hotéis Manta e Tourist terminou sem interessados. Os dois prédios foram ofertados inicialmente por R$ 18.152.000,00 e R$ 9.313.000,00, respectivamente, mas não houve nenhum lance. Como é comum nestes casos, especuladores aguardam pelo segundo leilão, onde os preços caem para 50%: n próxima quarta-feira, o prédio do Manta será ofertado por R$ 9.076.000,00 e o do Tourist por R$ 4.656.500,00.
Pesquisa Datafolha mostra Flávio com 51% e Lula com 49% dos votos válidos.
A pesquisa foi divulgada ontem. Nos votos válidos, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51% contra 49% de Lula (PT) — o que configura empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais e para menos. O levantamento, encomendado pelo jornal Folha de S. Paulo, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00466/2026.
No primeiro turno, Datafolha previu vantagem de Lula. Errou
Pesquisa Datafolha divulgada no sábado (3) que antecedeu a eleição presidencial, mostrou como estava a disputa pela Presidência da República na véspera do 1º turno. Lula (PT) com 45% dos votos válidos, e Flávio Bolsonaro (PL) apareceu com 42%
No voto, Flávio Bolsonaro derrotou Lula e as pesquisas do primeiro turno
Contrastando com as pesquisas, resultado apontado pelas urnas no domingo, 4 de outubro: Flávio Bolsonaro (PL), com 47,03 % dos votos, e Lula (PT) somou 45,16 % dos votos.
Suplentes garantem o quociente eleitoral
O Republicanos, que tencionava eleger entre 3 e 4 deputados federais, acabou garantindo duas cadeiras na Câmara dos Deputados: Gustavo Victorino, e Carlos Gomes, reeleito. As cadeiras foram obtidas graças à forte participação dos suplentes, que asseguraram o quociente eleitoral dos dois eleitos, com destaque para Ronaldo Nogueira, com 52.034 votos, Fran Bayer 49.845 votos e Simone Dutra 34.137 votos. No Rio Grande do Sul, o quociente eleitoral para garantir uma cadeira na Câmara dos Deputados, ficou em 196.170 votos.
Por Flavio Pereira.
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