Terça-feira, 24 de Maio de 2022

Home Notícias “Desigualdade educacional vai aumentar entre países e dentro deles”, disse a pesquisadora chefe da OCDE sobre o Programa Internacional de Avaliação de Alunos

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Adiado por causa da pandemia, o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), maior teste de Linguagens, Matemática e Ciências do mundo, a ser realizado em 2022, mostrará um aumento na desigualdade entre países e dentro deles, avalia Tracey Burns. Ela é chefe de pesquisa do Centro de Pesquisa e Inovação Educacional da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

A pesquisadora explicou sobre os possíveis impactos da pandemia na avaliação dos alunos. “Se olhar para os países com melhores notas, são os asiáticos, que foram muito impactados pela Covid, mas conseguiram controlar a pandemia relativamente bem e seguir em frente enquanto o mundo ainda tinha problemas”, afirmou. “Por outro lado, temos o exemplo da Suécia, cujo sistema de saúde decidiu fingir que não havia uma doença nova, deixou as escolas abertas o tempo todo e, se eles forem muito bem, esse pode ser um argumento de que manter as escolas abertas normalmente foi um acerto. Mas honestamente não sei o que pode acontecer.”

Desigualdade

Ela revelou que poderá haver desigualdades “entre países, mas também dentro dos países. Existem três fatores para analisarmos o impacto do aprendizado digital: Quem tem acesso? Se você tem acesso, quem tem as habilidades para usar? E quem tem pais que podem ajudar as crianças com as tarefas que estavam sendo feitas apenas em casa?”. “Nós já sabemos por antigos resultados do Pisa que crianças entre países e dentro dos países que menos têm acesso são as que menos têm as habilidades e as que menos têm pais que podem ajudá-las se tiverem problema”, disse.

Educação no mundo

Segundo a pesquisadora a educação ficará mais “mais confortável com o digital”. “Não 100% das aulas digitais, mas novas formas de estudar e novas plataformas serão adotadas. E também conectando famílias e professores digitalmente”, disse. A forma de avaliação também será questionada daqui para frente. “Vamos questionar as formas de avaliação. Durante os últimos cem anos, foi usado o mesmo modelo que acabou sendo alterado em 2020. E isso abre uma oportunidade. O que acontecerá depois, não tenho certeza”, concluiu.

O Pisa 2021, originalmente planejado, teve mudanças que modernizaram os questionários e contemplavam a implementação de tecnologia na educação, independentemente da pandemia. “Além disso, introduzimos um módulo a respeito da pandemia que cada país pode escolher responder”, disse Burns.

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