Terça-feira, 16 de Agosto de 2022

Home Brasil Detalhes do crime que chocou o País: Jornalista lança livro com fatos inéditos sobre a morte do menino Henry Borel

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“Henry está com medo excessivo de tudo, está tendo prejuízos importantes nas relações sociais, influenciando no rendimento escolar e na dinâmica familiar. Disse até que queria que eu fosse pro céu pra morar com meus pais, em Bangu. Quando vê o Jairinho, ele chega a vomitar e tremer. Não tem apetite, está sempre prostrado, olhando para baixo. Chora o dia todo”. Esta é a mensagem que Monique Medeiros enviou a uma prima que é pediatra, em 18 de fevereiro, menos de um mês antes da morte do menino. Diálogos como este, estão no livro “Caso Henry Morte Anunciada – A investigação e os detalhes não revelados da história que chocou o país”.

A obra da jornalista Paolla Serra, que foi a primeira a divulgar o assassinato do menino Henry, conta a história do crime com detalhes e traz o histórico dos acusados. O livro de 240 páginas reúne as reviravoltas do caso já publicadas, contando desde quando o casal se conheceu até os dias encarcerados. A obra traz detalhes da vida familiar e características pessoais, como as semelhanças da origem no bairro de Bangu, a vaidade extrema e o gosto por roupas de grife e restaurantes finos.

Foram oito meses de apuração, com a análise de 1,5 mil páginas de documentos, 50 mil arquivos digitais e 200 entrevistas, uma delas com a mãe de Henry, Monique Medeiros, realizada na cadeia onde ela está presa desde abril.

“A busca incessante pela verdade me fez mergulhar fundo nessa história que envolve relações familiares, dinheiro, poder, vaidade e, infelizmente, violência. O objetivo era apresentar um trabalho jornalístico, baseado em mais de uma centena de entrevistas e na análise de todo o material do processo no qual Jairinho e Monique são réus, para trazer, com riqueza detalhes, os bastidores desse crime que chocou a sociedade”, declarou Paolla Serra.

A madrugada do dia 8 de março de 2021, quando o casal entrou com a criança no Hospital Barra D’or, abre o primeiro capítulo do livro e conta em detalhes o que aconteceu durante quase duas horas de tentativas frustradas de reanimação. Henry já havia chegado morto e a equipe médica que atendeu o menino desconfiou das lesões encontradas. O corpo foi encaminhado ao IML para descobrir a causa da morte, embora o vereador Jairo Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho, então namorado de Monique, a mãe do menino, tenha tentado evitar a investigação.

“Embora seja muito angustiante, os pormenores do atendimento prestado pela equipe médica do hospital para onde Henry foi levado morto por Monique e Jairinho muito me tocaram. Trago (no livro) todos os procedimentos realizados pelos profissionais na tentativa frustrada de reanimar o menino e ainda a postura do então casal Monique e Jairinho a partir da declaração do óbito da criança”, afirma a jornalista.

A versão apresentada pelo casal, de que Henry teria caído da cama, logo foi derrubada por laudos periciais e da necropsia, como o documento com a descrição das 23 lesões que o corpo da criança apresentava, com graves ferimentos internos em vários órgãos. A investigação terminou com a denúncia de Monique e Jairinho, acusados por homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação de testemunhas.

“Sem sombra de dúvidas, o que mais me marcou em toda a cobertura foi tentar entender, muito além da prisão de um vereador democraticamente eleito pelo povo, a suposta participação de uma mãe nas torturas e no homicídio do próprio filho, uma criança saudável e amável de apenas 4 anos”, conta a autora.

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