Sexta-feira, 24 de Julho de 2026

Home Economia Dólar cai a R$ 5,08 e Bolsa recua 1,52% com novo tarifaço dos Estados Unidos

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O dólar encerrou o pregão desta sexta-feira (24) em leve queda de 0,06%, cotado a R$ 5,0809, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em baixa de 1,52%, aos 174.042 pontos. O mercado acompanhou os desdobramentos do novo pacote de tarifas anunciado pelos Estados Unidos contra cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, além das tensões geopolíticas no Oriente Médio e da temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos.

Com o resultado, a moeda norte-americana acumulou queda de 0,59% na semana, recuo de 1,59% no mês e desvalorização de 7,43% no ano. Já o Ibovespa terminou a semana com alta de 0,19%, acumulando avanço de 1,17% em julho e valorização de 8,02% em 2026.

O principal fator de atenção dos investidores foi a entrada em vigor das novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre importações de aproximadamente 60 países. As alíquotas variam entre 10% e 12,5% e passaram a valer à 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington.

A medida foi adotada após uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, os países atingidos não adotariam mecanismos suficientes para impedir ou fiscalizar a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

De acordo com a nova política, países que possuem medidas consideradas adequadas pelos Estados Unidos estarão sujeitos a uma tarifa de 10%. Já aqueles que, na avaliação de Washington, não implementaram restrições suficientes foram enquadrados na alíquota de 12,5%, grupo no qual o Brasil foi incluído.

“Os Estados Unidos têm uma proibição de importação de trabalho forçado há quase um século e a aplicam rigorosamente. Já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo”, afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. Segundo ele, a medida busca combater violações de direitos humanos e corrigir distorções nas relações comerciais.

O governo brasileiro voltou a contestar a justificativa americana. Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, classificou as acusações como “absolutamente improcedentes” e “inverídicas”, afirmando que as exportações brasileiras passam por rígidos sistemas de fiscalização e controle ambiental.

Além das novas tarifas, o mercado segue acompanhando a tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país. A medida foi adotada após outra investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil mantém práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos.

O cenário internacional também foi influenciado pelo aumento das tensões no Oriente Médio, após novos ataques a navios petroleiros no Mar Vermelho. Apesar das preocupações com possíveis impactos sobre as cadeias logísticas e o abastecimento global, os preços do petróleo recuaram nesta sexta-feira. O barril do Brent caiu 3,88%, fechando a US$ 96,78, enquanto o WTI recuou 3,12%, para US$ 89,31.

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