Terça-feira, 24 de Maio de 2022

Home Brasil Dólar fecha cotado a R$ 5,10 e renova mínima em quase sete meses; Bolsa fecha em baixa

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O dólar fechou em queda de 0,64%, cotado a R$ 5,10, renovando mínima em quase sete meses, nesta segunda-feira (21). A moeda brasileira ostentou o melhor desempenho global, beneficiada pela contínua rotação de fluxos em prol de mercados de juros mais altos, em um movimento aparentemente inabalado pela crise geopolítica que envolve a Rússia. A cotação desta segunda foi a menor desde 29 de julho de 2021 (R$ 5,07). Com o resultado, a divisa passou a acumular queda de 3,74% no mês e de 8,39% no ano.

Bolsa

O principal índice da bolsa brasileira caiu nesta segunda-feira, acompanhando a reação global a renovados temores de possível invasão russa na Ucrânia, depois do reconhecimento pela Rússia de regiões rebeldes no país vizinho.

Ações do setor financeiro e da Americanas foram destaques de queda, enquanto Petrobras amenizou as perdas do índice.

O Ibovespa caiu 1,02%, a 111.725,30 pontos, terceira sessão seguida de queda. Com isso, o índice voltou a mostrar recuo em fevereiro. O volume financeiro foi de 18,3 bilhões de reais, abaixo da média recente, sem a referência das bolsas em Wall Street, fechadas devido a feriado nos Estados Unidos.

Cenário

Os investidores abriram a semana atentos ao risco de invasão da Ucrânia pela Rússia, após Biden ter dito nos últimos dias que os russos devem entrar no vizinho e alvejar a capital Kiev.

Apesar de o presidente norte-americano ter afirmado que há razões para acreditar que Putin já decidiu por invadir a Ucrânia, a via diplomática permanece aberta entre o Ocidente e a Rússia – e, nas últimas horas, a perspectiva de um encontro entre Biden e Putin ganhou força.

O governo da França afirmou que os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Joe Biden, concordaram “em princípio” em participar de uma cúpula proposta pelo presidente francês, Emmanuel Macron, para discutir a crise na Ucrânia.

Os mercados não operaram nesta segunda-feira nos EUA em razão do feriado do Dia dos Presidentes.

Por aqui, o foco seguiu nas discussões no Congresso em torno de alternativas para a redução do preço dos combustíveis e do novo pacote de concessão de crédito a pequenas e médias empresas e a microempresários que está sendo preparado pelo Ministério da Economia.

O mercado financeiro elevou pela sexta semana seguida a estimativa de inflação para 2022, que passou de 5,50% para 5,56%, segundo boletim Focus do Banco Central divulgado nesta segunda.

Para a taxa básica de juros, a Selic, foi mantida a expectativa de 12,25% ao ano para o fim de 2022. O mercado financeiro manteve também a previsão de crescimento do PIB deste ano em 0,30%. Já a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2022 recuou de R$ 5,58 para R$ 5,50. Para o fim de 2023, caiu de R$ 5,45 para R$ 5,36 por dólar.

Participantes do mercado atribuíram a performance do real nas últimas semanas à percepção de que o Brasil está atrativo para novos fluxos de dinheiro estrangeiro, em razão da trajetória de alta da Selic e com o diferencial de juros em relação a outras economias aumentando a rentabilidade do mercado brasileiro.

Quanto maior também o fluxo estrangeiro novo para o mercado acionário local, maior a oferta de dólar e, portanto, mais pressão de baixa sobre a moeda norte-americana.

Analistas alertaram, porém, que a trajetória de queda do dólar frente ao real pode ser transitória, podendo ser desafiada por fatores como aumento dos juros nos EUA e incertezas relacionadas às eleições presidenciais no país e à situação fiscal do país.

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