Sábado, 15 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 15 de agosto de 2026
Os investidores não reagiram bem à decisão do governo de acionar a Lei de Reciprocidade contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, e esse foi um motivo extra para a Bolsa voltar a fechar a sexta-feira (14) em queda – a nona consecutiva. Já o dólar atingiu seu pico em quatro meses.
Principal referência da Bolsa, o Ibovespa recuou 0,10%, aos 166,9 mil pontos, elevando para 3,23% a perda acumulada na semana. No mês, que até agora não registrou nenhum dia de alta, o recuou chega a 6,22%.
Por trás desses números, está a perspectiva de um ciclo menor de cortes na Selic, o que reduziu o otimismo com ativos de renda variável. A proximidade com as eleições e o problema fiscal, em meio à aceleração do endividamento público, também ganham cada vez mais peso. Outro fator que entrou no radar foi a reação do governo ao tarifaço americano. A avaliação de operadores e economistas é de que isso pode reforçar uma percepção de piora na relação entre Brasil e EUA e acelerar a saída de investidores estrangeiros da B3.
O forte fluxo de entrada de capital estrangeiro visto no primeiro trimestre, de R$ 53,8 bilhões, se reverteu. Maio e junho foram meses de saída de recursos e, apesar de julho ter indicado certa recuperação, agosto começa com tendência negativa. Nos 12 primeiros dias do mês, as retiradas somaram R$ 13,5 bilhões, segundo dados da própria Bolsa.
Como os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, uma escalada das tensões poderia prejudicar as exportações brasileiras, reduzindo a entrada de dólares via comércio exterior. Não à toa, o dólar terminou a sessão em alta de 0,52%, a R$ 5,21 – maior valor de fechamento desde 30 de março (R$ 5,2478). A moeda americana fechou a semana com ganhos de 2,68%, o que levou a valorização acumulada em agosto para 2,95% – após baixa de 1,79% em julho.
Indicadores
Na agenda de indicadores, o destaque ficou com a Pnad Contínua Trimestral. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego caiu em 13 estados brasileiros no segundo trimestre deste ano. A taxa de desocupação ficou em 5,4% no período. Já nos EUA, as vendas no varejo tiveram uma queda inesperada em julho.
No Oriente Médio, a escalada das tensões continua a pressionar os mercados. Na sexta-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ameaçou o Irã com um isolamento econômico “como o mundo nunca viu”, indicando que o governo Trump está disposto a exercer uma nova rodada de pressão para finalizar a guerra na região. (Com informações do g1 e O Estado de S. Paulo)
Por Redação Rádio Pampa | 15 de agosto de 2026
Os investidores não reagiram bem à decisão do governo de acionar a Lei de Reciprocidade contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, e esse foi um motivo extra para a Bolsa voltar a fechar a sexta-feira (14) em queda – a nona consecutiva. Já o dólar atingiu seu pico em quatro meses.
Principal referência da Bolsa, o Ibovespa recuou 0,10%, aos 166,9 mil pontos, elevando para 3,23% a perda acumulada na semana. No mês, que até agora não registrou nenhum dia de alta, o recuou chega a 6,22%.
Por trás desses números, está a perspectiva de um ciclo menor de cortes na Selic, o que reduziu o otimismo com ativos de renda variável. A proximidade com as eleições e o problema fiscal, em meio à aceleração do endividamento público, também ganham cada vez mais peso. Outro fator que entrou no radar foi a reação do governo ao tarifaço americano. A avaliação de operadores e economistas é de que isso pode reforçar uma percepção de piora na relação entre Brasil e EUA e acelerar a saída de investidores estrangeiros da B3.
O forte fluxo de entrada de capital estrangeiro visto no primeiro trimestre, de R$ 53,8 bilhões, se reverteu. Maio e junho foram meses de saída de recursos e, apesar de julho ter indicado certa recuperação, agosto começa com tendência negativa. Nos 12 primeiros dias do mês, as retiradas somaram R$ 13,5 bilhões, segundo dados da própria Bolsa.
Como os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, uma escalada das tensões poderia prejudicar as exportações brasileiras, reduzindo a entrada de dólares via comércio exterior. Não à toa, o dólar terminou a sessão em alta de 0,52%, a R$ 5,21 – maior valor de fechamento desde 30 de março (R$ 5,2478). A moeda americana fechou a semana com ganhos de 2,68%, o que levou a valorização acumulada em agosto para 2,95% – após baixa de 1,79% em julho.
Indicadores
Na agenda de indicadores, o destaque ficou com a Pnad Contínua Trimestral. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego caiu em 13 estados brasileiros no segundo trimestre deste ano. A taxa de desocupação ficou em 5,4% no período. Já nos EUA, as vendas no varejo tiveram uma queda inesperada em julho.
No Oriente Médio, a escalada das tensões continua a pressionar os mercados. Na sexta-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ameaçou o Irã com um isolamento econômico “como o mundo nunca viu”, indicando que o governo Trump está disposto a exercer uma nova rodada de pressão para finalizar a guerra na região. (Com informações do g1 e O Estado de S. Paulo)