Domingo, 03 de Julho de 2022

Home em foco Dose de reforço contra a covid evita infecções graves e sobrecarga nos hospitais

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A dose de reforço da vacina contra a covid já está disponível para todos os adultos brasileiros que tenham tomado a segunda dose há quatro meses. No Brasil, 30,6 milhões de pessoas tomaram a terceira dose, o que representa menos de 15% da população.

Especialistas avaliam que a dose adicional é importante para reduzir o risco de hospitalizações e mortes e para diminuir a transmissibilidade do vírus, evitando a sobrecarga dos sistemas de saúde.

Pesquisas sobre o impacto da variante ômicron, altamente transmissível, indicam que as duas doses das vacinas disponíveis continuam reduzindo o risco de casos graves da doença, mas há perda de uma parte da proteção. Ou seja: até mesmo vacinados se infectam, mas costumam ter sintomas menos graves e transmitem a doença. Uma dose adicional aumenta os níveis de anticorpos e reduz a chance de adoecer e de contágio.

Diante da ômicron, a dose de reforço é considerada uma das três estratégias cruciais para reduzir casos graves da covid, diz Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações.

“Aumentar o número de vacinados, completar os esquemas de vacinados e reforçar as doses de quem perdeu a proteção parecem ser o tripé necessário para conter o aumento de formas graves nessa explosão de casos.”

Dados apresentados pelo secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, mostram que a taxa de internação de idosos por covid-19 na rede pública da capital é 24 vezes maior entre não vacinados na comparação com idosos que receberam a terceira dose.

A taxa de internação de idosos com o reforço é de 8,6 por 100 mil, e de 31,41 por 100 mil entre idosos com as duas doses. Já o índice de internação de idosos não vacinados é de 204,88 por 100 mil. Já na população de 12 a 59 anos, a taxa de internação é 20 vezes menor entre os receberam o reforço, na comparação com não vacinados. E seis vezes menor entre os que já receberam o reforço na comparação com aqueles que têm as duas doses.

Os Estados Unidos orientam a vacinação com o reforço até mesmo para adolescentes. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano, a eficácia das vacinas na prevenção de infecções ou doenças graves diminui com o tempo, especialmente em pessoas com 65 anos ou mais. O surgimento da variante ômicron reforça ainda mais a importância da estratégia de reforço, segundo o CDC.

Para o infectologista Julio Croda, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a dose de reforço tem ainda outro papel: o de reduzir a transmissibilidade do vírus e os casos leves. “Nos locais de baixa cobertura com a terceira dose, esperamos um índice um pouco maior de hospitalizações e óbitos comparado com locais com elevada cobertura de terceira dose. Mas o impacto (da terceira dose) é muito maior na transmissão, (para reduzir) formas leves.”

Postos de saúde já sofrem os impactos do grande número de infectados pela covid-19 nos últimos dias. As filas para testes são longas e o atendimento demora horas. A alta de casos de síndromes gripais nos últimos dias também tem levado ao afastamento de suas funções milhares de profissionais de saúde infectados pela covid ou pela influenza em várias regiões do País. Consequentemente, as equipes na linha de frente estão sobrecarregadas.

Podem tomar a terceira dose pessoas vacinadas com as duas doses da Pfizer, AstraZeneca ou Coronavac há pelo menos quatro meses. No caso de vacinados com a vacina da Janssen (de dose única), a orientação é receber a segunda dose (dose de reforço) pelo menos dois meses após a primeira aplicação.

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