Terça-feira, 17 de Maio de 2022

Home Mundo É hora de investir na compra de dólares? Especialistas respondem

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Após subir quase 7,5% no ano passado, o dólar comercial vem caindo em relação ao real nas primeiras semanas de 2022. E apesar da alta de 0,76% registrada nesta quinta-feira (17), em uma cotação de R$ 5,16, o fato é que a moeda já acumula uma perda de 7,26% desde o começo de janeiro.

A melhora no mercado interno estimulou o otimismo de gestores em relação à nossa moeda. Pesquisa mensal realizada pelo Bank Of America mostra um aumento na proporção de profissionais que esperam que as “verdinhas” encerre, 2022 na faixa entre R$ 5,11 e R$ 5,40.

Dos entrevistados, 60% esperam que o dólar seja negociado neste intervalo ao fim do ano, enquanto menos de 20% esperam que ele termine no intervalo entre R$ 5,40 e R$ 5,70. No mês passado, o cenário era o oposto: cerca de 55% dos entrevistados previam que a moeda norte-americana chegaria ao fim do ano entre R$ 5,41 e R$ 5,70.

Agora, o cenário com a segunda maior adesão entre os gestores é o de que a cotação no final de 2022 esteja entre R$ 4,81 reais e R$ 5,10. Essa foi a resposta de 20% dos ouvidos pelo levantamento. Cenários mais extremos, como valores acima de R$ 5,70, sequer foram citados – 30 gestores profissionais, que somam quase US$ 78 bilhões sob sua responsabilidade.

Sem pressa

O dólar-turismo, que é negociado a uma cotação maior que a do comercial, também está em baixa em 2022. Diante disso, o consumidor pode se questionar se é um bom momento para comprar a divisa seja para adquirir um produto ou montar uma reserva para uma futura viagem ao exterior.

A recomendação dos especialistas é comprar dólar aos poucos para construir o chamado“preço médio”, especialmente, para aqueles que não precisam do dinheiro de forma imediata.

Ao comprar dólar em diferentes janelas no tempo, o comprador se aproveita de diferentes cotações e consegue se proteger das variações do câmbio, um dos indicadores econômicos mais imprevisíveis.

“Se o comprador tiver tempo, pode fazer um escalonamento”, diz o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo. “Ele pode programar. Aproveita e compra uma parte agora e nos próximos meses complementa, então ficará com preço médio razoável. O duro é apostar toda a compra em um determinado momento.”

Para quem precisa de dólares de forma rápida, Galhardo acredita que é um bom momento para a compra, mas fazendo a ressalva de que a compra planejada é sempre a melhor opção.

Férias de julho

Para aqueles que pretendem viajar para o exterior em julho, por exemplo, diante da diminuição das restrições sanitárias, esta pode ser uma boa hora para comprar moeda estrangeira.

Como desataca Galhardo, se a compra for feita de uma só vez e muito próxima da viagem, o comprador pode ficar refém da cotação disponível naquele momento.

O planejador financeiro pela empresa de consultoria Planejar, Eduardo Dellavolpi, ressalta que a pessoa não deve se endividar para comprar dólar só pelo fato da cotação estar em queda.

No caso daqueles que têm uma viagem prevista para os próximos seis meses ou no intervalo de um ano, ele também reforça que a compra escalonada é a melhor saída:

“Você deve planejar essa viagem e estimar os gastos que terá. A partir disso, vá comprando aos poucos, porque você nunca vai acertar o momento da menor e maior cotação do dólar. Agora, se você tem uma poupança formada e quer aproveitar essa oportunidade, é um bom momento para você fazer isso”.

Para Ribeiro, os gastos em espécie seguem sendo os mais indicados, com o uso do cartão apenas para situações de emergência.

Intercâmbio no exterior

Já para quem pensa em estudar a partir de janeiro do ano que vem, as recomendações são parecidas. Esse tipo de viagem tem uma duração maior e involve mais gastos na moeda estrangeira, o que reforça a recomendação da compra com planejamento prévio.

“Quando você vai ficar mais tempo, é necessário um planejamento ainda mais apurado O mais importante é pensar no montante que você vai gastar lá. Os cuidados são os mesmos, mas os montantes envolvidos são bem maiores”, destaca Ribeiro.

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