Domingo, 01 de Novembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 1 de novembro de 2026
Em 1913, o engenheiro francês Max Riedemann testou e comprovou a seguinte teoria: uma pessoa sozinha é mais esforçada em uma tarefa individual do que em trabalho em grupo.
Em um dos testes práticos para medir a eficiência foi utilizado o “cabo de guerra”, exercício realizado em colégios e em competições militares. Foi o teste prático para demonstrar que isoladamente o indivíduo tem desempenho melhor do que atuando em grupo.
No mundo do trabalho e das atividades humanas é possível identificar em alguns casos esse fenômeno, inobstante as empresas preferirem trabalhar em equipe, a avaliação aqui é em tese.
Os brasileiros desenvolveram o “talento” aperfeiçoando a arte de “parecer ocupado”.
O conceito da “preguiça social” se define como o fenômeno psicológico em que o indivíduo trabalha menos só porque está em grupo e esta belezura caiu como uma luva entre nós.
Nos ecossistemas corporativos e trabalhos acadêmicos , a regra é clara: se quatro pessoas precisam entregar um projeto, uma trabalha, duas dão “apoio moral” e a quarta desaparece misteriosamente, ressurgindo apenas na hora de assinar o nome e colher os louros.
É o exato retrato do “efeito Riedemann”, onde o esforço individual decresce na exata proporção em que o tamanho da equipe aumenta.
Agrega-se a isto, o robusto conceito de muitos que trabalhar é castigo e por muitos é tratada como a sina dos pobres. Quando na verdade sabemos que trabalhar é uma benção!
Ao comparar essa dinâmica humana com alguns tipos de formigas, chega a ser humilhante para nós.
As formigas entregam um verdadeiro show de eficiência coletiva, sem precisar de crachá, cafezinho de duas horas ou textão no LinkedIn ou reuniões intermináveis para avaliar responsabilidades.
Desnecessário dizer que a busca da eficiência e gostar do que se faz é a única saída, pois é o óbvio!
Algumas espécies de formiga-cortadeira carregam até cinquenta vezes o seu próprio peso.
Se uma folha é pesada demais, outras se juntam e resolvem o problema em minutos, sem abrir chamados no TI, sem marcar uma reunião para definir a data da próxima reunião e, crucialmente, sem que nenhuma delas fique só segurando a pontinha da folha para “sair bem na foto”.
Não há espaço para o caroneiro social no formigueiro. Simplesmente não existe uma formiga malandra que carrega um graveto só para impressionar a rainha.
No mundo humano corporativo é bem comum se esquivar do trabalho e do esforço coletivo, como se fosse uma nova modalidade olímpica.
Somos mestres da “malandragem corporativa” gastando mais tempo arquitetando desculpas perfeitamente plausíveis, ao executando a tarefa em si.
No fim das contas, a “esperteza” esbarra na mais pura matemática da incompetência e na perda da eficiência coletiva.
Ter orgulho de auto enganar e também de fingir ajudar “necessitados” que dificilmente irão abandonar o ganho sem esforço ou contrapartidas.
Precisamos urgente do “estilo formigas” na gestão pública e privada. O “cabo de guerra” da atualidade não é mais vencer o oposto, é fazer com que todos trabalhem bem!
No setor privado ou público , a busca da eficiência individual ou coletiva , deve ser o “cabo de guerra” onde todos se esforcem honestamente com o mesmo empenho e no mesmo sentido.
(Por Rogério Pons da Silva)