Sábado, 22 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 22 de agosto de 2026
O primeiro debate da corrida presidencial será realizado neste domingo (23), às 20h, nos estúdios da Band, em São Paulo. No entanto, começará marcado pela ausência dos dois principais nomes da disputa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) não participarão do encontro, enquanto o empresário Pablo Marçal (PRTB) foi impedido de integrar o confronto por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com Lula e Flávio fora do debate, estão confirmadas as participações de Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). A Band decidiu manter o formato originalmente previsto e deixará vazios os púlpitos reservados aos candidatos ausentes.
A cobertura da emissora terá início às 19h na internet, acompanhando a chegada dos presidenciáveis. Na televisão, a programação começa às 19h30, enquanto o debate está marcado para as 20h. BandNews, rádios do grupo e um pool formado por TV Cultura, TV Gazeta, Jovem Pan e Estadão também participarão da transmissão.
O programa será dividido em três grandes blocos, incluindo duas etapas de confronto direto entre os candidatos. O debate será comandado pelos jornalistas Eduardo Oinegue e Adriana Araújo, com participação de outros profissionais da emissora. Em determinados momentos, os candidatos poderão circular pelo estúdio e confrontar os adversários sem mediação.
A decisão de Lula de não participar faz parte da estratégia adotada pela campanha petista para os debates do primeiro turno. A avaliação é de que o presidente ficaria mais exposto a ataques dos adversários em um confronto sem equilíbrio político.
A campanha também questionou a participação de Renan Santos e Romeu Zema, argumentando que suas legendas não teriam presença obrigatória assegurada pela legislação eleitoral. Entre os receios da equipe de Lula está a possibilidade de que os debates sirvam como plataforma para candidatos com menor intenção de voto, além da produção de episódios e cortes de vídeo capazes de ganhar grande repercussão nas redes sociais.
A estratégia é concentrar a participação de Lula em outros momentos da campanha. O presidente considera comparecer ao debate promovido pela Globo, o último antes do primeiro turno.
Flávio Bolsonaro adotou cálculo semelhante. O senador condicionou sua presença nos debates do primeiro turno à participação de Lula. Sem o petista no estúdio, seus estrategistas avaliam que o candidato do PL poderia se tornar o principal alvo de adversários como Caiado, Zema e Renan, que disputam espaços dentro do eleitorado de direita.
Com isso, o primeiro grande confronto televisivo da campanha terá um cenário diferente do inicialmente esperado. Sem o embate direto entre Lula e Flávio, os quatro candidatos confirmados terão uma vitrine nacional para ampliar sua visibilidade, criticar a polarização e tentar se apresentar ao eleitorado como alternativa aos dois principais polos da disputa.
Outro ponto de tensão deverá ocorrer fora dos estúdios. Pablo Marçal, que havia solicitado formalmente sua inclusão no debate, está impedido pelo TSE de participar de confrontos, propaganda eleitoral gratuita e atos formais de campanha até que a Corte decida sobre o registro de sua candidatura.
Mesmo assim, o empresário afirmou que pretende comparecer à sede da Band. Marçal disse que irá “de qualquer jeito, do lado de dentro ou do lado de fora”, indicando que pretende transformar sua ausência do debate em um ato político e produzir conteúdo para as redes sociais.
A emissora estabeleceu previamente regras negociadas com as campanhas. O formato prevê um minuto para a formulação das perguntas e quatro minutos administrados pelos próprios candidatos para resposta e eventual tréplica, buscando reduzir o engessamento do programa e permitir confrontos mais espontâneos.
Paralelamente, uma nova disputa chegou ao TSE. A Democracia Cristã (DC) pediu a inclusão de sua candidata, Clariana Barão, no debate. A legenda argumenta que a ausência de mulheres no encontro e os convites feitos a candidatos cuja participação não seria obrigatória configurariam tratamento desigual. (Com informações do jornal Correio Braziliense)