Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2022

Home em foco Em aceno a base evangélica, Bolsonaro participa de culto com Michelle e Onyx

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Em um aceno à comunidade evangélica, uma de suas principais bases eleitorais, o presidente Jair Bolsonaro (PL) participou da Solenidade de Celebração Profética na Arena Hall Sara Nossa Terra, em Brasília, na última sexta-feira (7).

“Eu quero agradecer a Deus pela minha vida”, afirmou o chefe do Executivo, durante o culto, sem máscara de proteção. Bolsonaro também agradeceu as orações feitas pelos fiéis enquanto esteve internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, no começo desta semana, com um quadro de obstrução intestinal.

O presidente estava acompanhado da primeira-dama Michelle e do ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, que também não usavam máscaras.

No dia 16 de dezembro, Bolsonaro havia participado de um culto na Assembleia de Deus, também em Brasília, em ação de graças pela posse de André Mendonça como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação do ex-advogado-geral da União e ex-ministro da Justiça “terrivelmente evangélico” à Corte foi uma promessa de Bolsonaro à sua base religiosa.

Na ocasião, o chefe do Executivo disse que sentia gratidão por Mendonça. “Sinto nele uma coisa que escapa pelas mãos de alguns, a gratidão”, declarou.

Investigação contra Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 90 dias o inquérito sobre a suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro no comando da Polícia Federal, em despacho divulgado pela corte na sexta-feira.

“Considerando a necessidade de prosseguimento das investigações e a existência de diligências em andamento, nos termos previstos no art. 10 do Código de Processo Penal, prorrogo por mais 90 (noventa) dias, a partir do encerramento do prazo final anterior (27 de janeiro de 2022), o presente inquérito”, disse Moraes, na decisão.

Esse inquérito foi aberto no final de abril de 2020 pelo ministro Celso de Mello, então relator do caso no Supremo, a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras. Essa foi a primeira investigação contra Bolsonaro no exercício do mandato das cinco a que ele responde no STF e no Tribunal Superior Eleitoral.

Em novembro passado, após resistir mais de um ano a depor, lançando mão de recursos jurídicos, o presidente se manifestou no inquérito.

Em depoimento à PF, Bolsonaro negou que tenha tido interesse, com a mudança da direção da Polícia Federal, de obter informações privilegiadas de investigações sigilosas, de interferir no trabalho da corporação ou ainda de obter diretamente relatórios produzidos pela instituição.

“Jamais teve qualquer intenção de interferência política na Polícia Federal quando sugeriu ao ex-ministro Sergio Moro a alteração na gestão da Direção Geral ou em Superintendências Regionais”, mostra a transcrição de sua fala.

Na íntegra do depoimento prestado no Palácio do Planalto, o presidente disse que, ao tentar indicar para o cargo de diretor-geral da PF Alexandre Ramagem em 2020, o então ministro da Justiça, Sergio Moro, teria concordado com o “presidente desde que ocorresse após a indicação do ex-Ministro da Justiça à vaga no Supremo Tribunal Federal”.

Moro rebateu essas alegações.

Após a conclusão das investigações, o inquérito seguirá para a PGR que vai decidir se denuncia ou não Bolsonaro.

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