Sexta-feira, 18 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 18 de setembro de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de “amigo” e afirmou ter feito um alerta para que ele não tente interferir nas eleições brasileiras. A declaração ocorreu durante um encontro do petista, candidato à reeleição, com pastores evangélicos de igrejas brasileiras e de outros países.
Durante a reunião, Lula afirmou que “daqui a 19 dias, esse país vai decidir que tipo de regime ele quer” e “que tipo de governo ele quer”. Ao abordar a participação dos eleitores no processo eleitoral, o presidente defendeu a soberania do Brasil e destacou a confiança nas urnas eletrônicas utilizadas no país.
“O povo brasileiro é soberano. Eu já disse inclusive ao meu amigo Trump: ‘Não se meta nas eleições brasileiras, que esse é um problema do povo brasileiro, e não duvide das urnas brasileiras’. A prova mais contundente que eu tenho de que a urna brasileira é a mais séria do mundo é que, se ela pudesse roubar, o Lula não seria presidente da República três vezes”, declarou.
Lula também falou sobre a situação econômica e social da população de baixa renda. Segundo o presidente, “o pobre não é levado a sério” e “não é respeitado”. Ele afirmou que existe apenas um momento em que esse grupo adquire maior relevância para os políticos: o período eleitoral.
“Só tem um dia que o pobre tem muito valor, o dia da eleição. Depois da eleição, o pobre volta a ser pobre”, disse.
“Sangue de Cristo”
No encontro com os pastores, Lula também comentou símbolos associados ao Partido dos Trabalhadores (PT), legenda que representa, e relacionou a cor vermelha da sigla ao cristianismo. Segundo ele, a barba que utiliza também faz referência à imagem tradicional de Jesus Cristo.
“Passei anos tendo que explicar a cor da bandeira do meu partido, eu utilizava o sangue de Cristo como exemplo do vermelho da minha bandeira. Depois, questionaram a estrela do meu partido, e passei a vida inteira mostrando que os grandes navegadores da história da humanidade utilizavam a estrela como guia para atravessar os mares. Depois, passei a explicar a minha barba. Por que eu tinha barba? Eu falava que Jesus Cristo era barbudo.”
Ao longo da reunião, o presidente afirmou ainda que evita tratar de política dentro de igrejas. Lula disse que considera os templos espaços destinados à religião e que debates políticos devem ocorrer em outros ambientes, como as ruas e os comícios.
“Eu não falo de política dentro de igreja”, afirmou. O petista declarou que considera a religião “sagrada” e disse respeitar as diferentes crenças existentes entre os brasileiros.
O encontro reuniu pastores evangélicos de igrejas brasileiras e de outros países e fez parte da agenda do presidente durante a campanha eleitoral. (Com informações de O Estado de S. Paulo)