Terça-feira, 26 de Maio de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 21 de março de 2023
Em entrevista ao portal Brasil 247 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que, quando estava preso, só pensava em se vingar do ex-juiz e senador Sergio Moro (União Brasil-PR).
Na conversa, Lula relembrou o período em que esteve preso em Curitiba: “De vez em quando ia um procurador, de sábado ou de semana, para visitar, ver se estava tudo bem. Entravam três ou quatro procuradores, e perguntavam: ‘tá tudo bem?’ E eu respondia: ‘não tá tudo bem, só vai estar bem quando eu f…. esse Moro’”.
O chefe do Executivo ainda relatou que quando as autoridades que o visitavam, ele costumava dizer que estava na prisão “para [se] vingar dessa gente”. “E eu falava todo dia que eles visitavam lá. Entrava um delegado e eu falava a mesma coisa. ‘Se preparem que eu vou provar [que sou inocente]’”.
Após as falas do presidente, o senador Sérgio Moro disse que o mandatário demonstrou “desequilíbrio” quando disse que queria “fodê-lo”.
Na fala de Moro durante entrevista à CNN Brasil, ele diz que repudia “essa fala do presidente Lula, que é uma fala de baixo calão, utilizando termos grosseiros de uma forma que nunca me reportei a ele. A gente vê aí algum desequilíbrio, porque o presidente já chamou agricultores de fascistas e disse que não confiava nos militares”.
Segundo o ex-ministro da Justiça, as explanações de Lula é uma “tentativa de diversionismo em relação às falhas do governo”. “Foi prometido a semana inteira que haveria uma âncora fiscal e havia expectativa para ser divulgada antes da reunião do Copom, do Banco Central. E aí tínhamos perspectiva de redução de juros. No final, não teve nada. [A âncora fiscal] é novamente postergada e o juros continuam alto”.
O senador destaca ainda que as ações de não divulgação da âncora é um dos motivos que vem “matando o crescimento econômico”, acrescentando um suposto “descontrole fiscal”.
“O governo começa com um grande descontrole fiscal de R$ 200 bilhões. Um grande rombo que faz com que os juros que eram para ser baixados, são colocados lá em cima para controlar a inflação e a deterioração das expectativas do mercado”, completa Moro.