Quinta-feira, 09 de Julho de 2026

Home Porto Alegre Empresa varejista se manifesta sobre relato de racismo em supermercado de Porto Alegre

Compartilhe esta notícia:

Após reportagem na edição de terça-feira (7) de “O Sul” sobre demanda encaminhada ao Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) no âmbito de um suposto caso de racismo em unidade da rede de supermercados Carrefour em Porto Alegre, a empresa se manifestou por meio de nota. O texto ressalta que o incidente, ocorrido em 2024, não envolveu contato direto de funcionários ou colaboradores do estabelecimento em relação às alegadas vítimas.

Intitulada “Supermercado de Porto Alegre onde cliente negro foi morto volta a ser denunciado por racismo”, a matéria do periódico da Rede Pampa de Comunicação reproduz informação veiculada no site mprs.mp.br. O texto relata uma reunião, nesta semana, entre o comando do Ministério Público gaúcho, deputados estaduais e comissão de integrantes do Instituto Caminho.

Na pauta, o encaminhamento de notícia-crime pedindo investigação de suposto caso de racismo e agressões contra um adoelscente e seus familiares em unidade do supermercado Carrefour na Zona Norte de Porto Alegre, em 8 de junho 2024. Do encontro resultou o compromisso de que uma promotoria especializada analisará o respectivo documento, “podendo determinar novas diligências e a retomada das investigações, caso necessário”.

Diz, aindam, que também será avaliada possível relação entre o episódio e eventual descumprimento das obrigações previstas no termo de ajuste de conduta (TAC) firmado entre a empresa e instituições dos sistemas de Justiça e de proteção aos direitos humanos, após a morte do cliente negro João Alberto Freitas por seguranças da mesma unidade varejista, em 18 de novembro de 2020.

Na origem está a versão de um adolescente negro de 17 anos que relatou ter sido alvo, junto com a mãe e um irmão autista, de comportamento discriminatório após questionar o motivo de serem seguidos por um segurança dentro do supermercado. Acusados de furto de mercadorias, eles teriam sido ofendidos com expressões de cunho racista e, em seguida, tratados de forma truculanta por policiais da Brigada Militar (BM) que atenderam a ocorrência. A reportagem pode ser acessada no portal osul.com.br.

O que diz o Carrefour

Confira, a seguir, a íntegra da nota enviada nessa quarta-feira (8) pelo Grupo Carrefour Brasil, por meio da assessoria de imprensa da rede varejista de origem francesa e que atua no País desde 1975.

Sobre o incidente ocorrido em loja Carrefour de Porto Alegre dois anos atrás, a empresa reitera o seu posicionamento enviado à imprensa naquele ano (2024). Conforme informado à época, a Brigada Militar foi acionada após a identificação de uma suspeita de furto na loja em questão.

A Brigada identificou e registrou que abaixo do assento de um quadriciclo infantil havia produtos objetos de furto. Toda a abordagem foi conduzida pela Brigada Militar, inclusive, isso fica claro nos vídeos divulgados pela imprensa à época – não houve qualquer contato de colaboradores diretos ou terceirizados da empresa com as pessoas envolvidas.

A empresa acompanha o caso, conduzido pelas autoridades policiais competentes e está à disposição do Ministério Público e demais órgãos para qualquer esclarecimento”.

(Marcello Campos)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Porto Alegre

Governo admite revisão da Malha Sul ferroviária em audiência na Federasul
Deixe seu comentário
Baixe o app da RÁDIO Pampa App Store Google Play
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Pampa News