Terça-feira, 26 de Maio de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 3 de setembro de 2025
Deputados do PT passaram a considerar seriamente a possibilidade de a anistia a Jair Bolsonaro ser pautada pela Câmara dos Deputados. “Agora ficou sério”, disse um parlamentar sob condição de anonimato.
Nessa terça-feira (2), políticos passaram a ser alertados por aliados do Centrão de que o presidente da Câmara, Hugo Motta, estaria propenso a pautar o perdão logo após o julgamento da ação penal do golpe.
Nas últimas horas, dois personagens entraram campo em auxílio a Bolsonaro, mas por razões diferentes: Arthur Lira, ex-presidente da Câmara, e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.
Lira é uma espécie de bolsonarista do Centrão. E, na última segunda-feira (1º), visitou o ex-presidente – preso em regime domiciliar. É importante dizer que Lira ainda tem certa influência sobre grupos de deputados.
Já Tarcísio tenta se cacifar como o candidato sucessor de Bolsonaro nas eleições de 2026. Recentemente, deixou-se gravar dizendo que daria o perdão presidencial ao aliado caso fosse eleito para o Palácio do Planalto.
A ofensiva de Tarcísio vem depois de Eduardo Bolsonaro fustigá-lo por tentar assumir algum protagonismo nas negociações com o governo Trump após o tarifaço. Eduardo chegou a dizer que Tarcísio não possui o perfil desejado por bolsonaristas.
A movimentação do governador, portanto, é lida como uma tentativa de reverter esse cenário adverso.
Não é possível dizer, ainda, se sua estratégia dará certo. Mas é certo que seu engajamento mudou o status da empreitada da anistia de improvável para possível.
Motta
Após reunião com líderes, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), reconheceu o aumento da pressão no Legislativo. Nos últimos meses, o deputado vem resistindo a pautar o assunto.
“Os líderes estão cobrando, estamos avaliando e tem que conversar mais”, disse Motta: “Aumentou o número de líderes pedindo.”
O chefe da Câmara reuniu líderes partidários na tarde desta terça-feira e, segundo presentes, descartou votar a anistia nesta semana. Apesar disso, Motta declarou que o assunto precisará voltar a ser discutido em uma próxima reunião com líderes, que pode acontecer nesta quinta-feira (4) desta semana ou na terça-feira da semana que vem.
Bolsonaro já está inelegível por ataques às urnas eletrônicas e é alvo de um julgamento do Supremo Tribunal Federal que apura a existência de uma trama golpista para ele se manter no poder e impedir a eleição do presidente Lula. (Com informações do jornal O Globo)