Terça-feira, 28 de Maio de 2024

Home Copa do Mundo 22 Entenda em seis pontos o que o técnico Scaloni fez diferente de Tite para superar a Croácia e levar a Argentina à final da Copa

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Para chegar à decisão no Catar, a Argentina precisou vencer os croatas, finalistas do último Mundial e que foram algozes do Brasil, nas quartas de final. Para superá-los, o técnico Lionel Scaloni promoveu mudanças e ajustou o time para neutralizar as principais valências do adversário, como já vinha fazendo entre uma partida e outra, e contou com uma noite que tudo deu certo para seu time em Doha.

Variações táticas

Desde o início da Copa, Scaloni vem fazendo ajustes e mudanças no desenho tático, sem receio de trocar atletas. A equipe estreou com uma inesperada derrota para a Arábia Saudita, o que acabou obrigando o treinador a tirar coelhos da cartola para evitar uma eliminação precoce. A Argentina tem mostrado grande capacidade de mutação, especialmente nesta reta final. Nas oitavas, jogou no 4-3-3, variando para 3-5-2 nas quartas e para o 4-4-2 na semi diante dos croatas.

Reforçar o meio-campo

Antes do duelo contra os croatas, Scaloni testou três opções de time e acabou optando pelo mais “conservador”, com a entrada de Leandro Paredes no meio-campo em vez de Di María no ataque. A chegada de mais um volante povoou o setor que os croatas dominaram diante dos brasileiros.

Volante no Modric

Outro fator que favoreceu os argentinos nesta terça-feira foi a grande atuação de Enzo Fernández. Ele deu o passe que originou o pênalti em Álvarez, no primeiro gol, e foi uma opção para tabelar com Messi. A entrada de Paredes ao lado de De Paul e Mac Allister (outro jovem que vem fazendo boa Copa), favoreceu essa liberdade ao volante formado no River Plate.

Mas a grande função de Fernández foi colar em Luka Modric, impedindo que ele tivesse o meio-campo livre para conduzir a bola. Mesmo 16 anos mais jovem, o argentino do Benfica conseguiu neutralizar a maior arma dos croatas.

Recomposição em bloco

Mas não era só o meio-campo da Argentina que teve essa função de marcação. Julián Álvarez, mesmo sendo o atleta mais avançado, ajudava dando o primeiro combate e fazia a recomposição ao lado de Messi para não deixar espaço para os rivais. Essa volta em bloco não permitiu que a Croácia conseguisse desenvolver seu jogo.

Sorte

Uma equipe que pretende vencer uma Copa do Mundo não pode perder oportunidades e, além disso, tem que contar com uma certa dose de sorte. É o que aconteceu, por exemplo, no gol de Julián Álvarez. O camisa 9 teve a competência para conduzir a bola e teve a ajudinha dos erros no corte dos rivais até chegar ao gol. A Argentina também soube aproveitar um espaço que a defesa croata não deixou contra o Brasil.

Um ídolo

Contra a Croácia, o Brasil contou com um belo gol de seu principal jogador, Neymar. A Argentina também vem contando com o seu camisa 10, que faz um Mundial irretocável. Nesta terça-feira, ele fez de pênalti o seu quinto gol nesta Copa, se igualando a Mbappé, seu companheiro de PSG, na artilharia.

Mas ao contrário do brasileiro, que precisou ficar fora por lesão, Messi jogou todas as partidas deste Mundial, correspondendo às expectativas. Tanto que, nesta semifinal, o argentino de 35 anos se igualou a Lottar Mathaus como atleta com mais partidas em Copas.

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