Segunda-feira, 05 de Outubro de 2026

Home Eleições 2026 Erika Hilton supera 1,5 milhão de votos e se torna mulher mais votada da história para a Câmara

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Com 95% das urnas apuradas em São Paulo, Erika Hilton, de 33 anos, (PSOL), que chegou a 1.517.160, já tem a marca da mulher mais votada da história do país para a Câmara dos Deputados. Ela ultrapassa a votação que Joice Hasselmann, que teve, em 2018, 1.078.666 de votos.

A marca votação da psolista é mais de cinco vezes a votação total de Erika em 2022, quando recebeu 256.903 votos. No quadro geral de disputa para a Câmara dos Deputados, em São Paulo, a psolista fica atrás apenas de Lucas Pavanato (PL), com mais de 2,7 milhões de votos. Em Minas Gerais, Nikolas ferreira (PL) também tem mais votos do que ela.

Erika Hilton foi eleita para seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados em 2022. Ela e Duda Salabert (PDT-MG) foram as primeiras parlamentares trans da história da Casa.

Em 2024, Erika assumiu a liderança da bancada da federação Psol-Rede na Câmara, sucedendo Guilherme Boulos (Psol-SP). Com a escolha, tornou-se a primeira parlamentar trans a ocupar um cargo de liderança.

Antes de chegar à Câmara dos Deputados, Erika foi eleita vereadora de São Paulo em 2020, tornando-se a primeira mulher trans a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal. Com 50.508 votos, foi a mulher mais votada da disputa e a sexta colocada no ranking geral, atrás de nomes como Eduardo Suplicy (PT) e Milton Leite, então filiado ao DEM.

Além de Erika Hilton e Lucas Pavanato, a lista dos deputados federais mais votados de São Paulo inclui Sâmia Bomfim (PSOL), Kim Kataguiri (Missão), Tabata Amaral (PSB) e Renato Bolsonaro (PL).

Os deputados federais são representantes eleitos pela população na Câmara dos Deputados, que junto ao Senado, compõe o Poder Legislativo.
Entre as atribuições dos deputados estão a elaboração, discussão e votação de leis e outras propostas de competência da União, além da fiscalização das ações do Poder Executivo, composto pelo presidente da República.
A votação começa pela escolha do deputado federal e todos os estados e o Distrito Federal têm direito a uma quantidade pré-definida de cadeiras.

Diferentemente da disputa para presidente, governador e senador, em que o resultado é determinado pela votação individual dos candidatos, a distribuição das cadeiras da Câmara leva em conta os votos recebidos pelos candidatos e pelos partidos ou federações. O eleitor vota em um candidato ou pode optar pelo voto na legenda.

Cada partido elege um número de candidatos a deputado proporcional ao número total de votos que recebeu em todos os seus candidatos a deputado, além dos votos na própria legenda. Este cálculo é chamado Quociente Eleitoral. (Com informações da Folha de S.Paulo e do portal da revista Exame)

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