Terça-feira, 05 de Julho de 2022

Home Mundo Estados Unidos analisam vacinas que possam ser usadas contra a varíola dos macacos

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O presidente Joe Biden disse neste domingo (22) que os Estados Unidos estão analisando quais vacinas podem ser utilizadas para proteger as pessoas contra a varíola dos macacos. Ele disse ainda que “todo mundo deve se preocupar” à medida que os casos continuam se espalhando pelo mundo e alguns países reforçam seus estoques de tratamento.

“Estamos trabalhando duro para descobrir o que fazemos e qual vacina, se houver, pode estar disponível para isso”, disse Biden, durante visita oficial a Coreia do Sul.

A varíola dos macacos foi confirmada, até o momento, em 92 pacientes em ao menos 12 países, segundo balanço da OMS divulgado no sábado (21). Foi identificada em nove países europeus – Reino Unido, Espanha, Portugal, Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália e Suécia-, além de Estados Unidos, Canadá e Austrália. Outros 50 casos permanecem sob investigação. Os cientistas estão correndo para descobrir o que está causando as infecções e como responder.

Dois países que não estão na lista da OMS – Israel e Suíça – relataram seus primeiros casos confirmados no sábado.

Biden considera preocupante que a recente disseminação de infecções pela varíola dos macacos. “Os conselheiros de saúde ainda não me disseram o nível de exposição, mas é algo com o qual todos devem se preocupar”, disse Biden. “É uma preocupação que, caso se espalhe, pode ter consequências”, reforçou.

O conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, disse que os Estados Unidos têm vacinas disponíveis para tratar um possível surto de varíola e que Biden foi informado sobre o caso no país e no exterior. “Ele está sendo informado disso regularmente”, disse Sullivan ao deixar a Coreia do Sul.

Estudos sugerem que a vacina contra a varíola comum é pelo menos 85% eficaz contra a varíola dos macacos, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, que observam que os Estados Unidos licenciaram duas vacinas para prevenir a varíola comum, sendo uma autorizada especificamente para a varíola dos macacos.

A disseminação ainda inexplicável de um vírus contagioso disparou alarmes em uma comunidade científica ainda se recuperando da pandemia de coronavírus – mas alguns especialistas observam que os dois são diferentes. A varíola dos macacos transmite menos facilmente entre humanos e existem opções de vacinas que se mostraram eficazes contra a doença.

“Este não é um vírus novo para nós. Conhecemos esse vírus há décadas”, disse Ashish Jha, coordenador de resposta ao coronavírus da Casa Branca, em entrevista à ABC News. Ele disse que não ficaria surpreso ao ver mais alguns casos nos próximos dias.

“Este é um vírus que entendemos. Temos vacinas contra ele. Temos tratamentos contra ele. Não é tão contagioso quanto a covid. Então, estou confiante de que seremos capazes de manter nossos braços em torno dele”, afirmou.

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