Quinta-feira, 03 de Setembro de 2026

Home Mundo Estados Unidos e aliados dizem que responderão rapidamente em caso de teste nuclear norte-coreano

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Os Estados Unidos e seus aliados preparam uma resposta rápida diante da possibilidade de que a Coreia do Norte realize um novo teste nuclear, afirmou o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken.

“A Coreia do Norte completou os preparativos para (realizar) outro teste nuclear, e acredito que só precisa de uma decisão política” para agir, disse o ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Park Jin, durante uma coletiva de imprensa em Washington. Para ele, um novo teste provocará novas sanções internacionais.

“Seguimos preocupados com a perspectiva do que seria um sétimo teste nuclear”, o primeiro desde 2017, afirmou Blinken.

“Estamos em contato muito estreito com nossos aliados e parceiros próximos, a começar pela República da Coreia, Japão e outros, para poder responder rapidamente. Estamos prontos para ajustar nossa posição militar a curto e longo prazo, o quanto for necessário”, disse ele.

A Coreia do Norte multiplicou os lançamentos de mísseis balísticos, incluindo os intercontinentais. Desde o mês passado, Washington se prepara para quebrar sua moratória sobre testes nucleares. “Há indicações claras de que as reduções que caracterizaram os arsenais nucleares globais desde o fim da Guerra Fria terminaram”, disse o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês) em um relatório.

Blinken, prometeu manter “a pressão” até o líder norte-coreano, Kim Jong-un, mudar de atitude. Ele disse que os EUA seguem abertos ao diálogo direto “sem condições prévias”.

De acordo com as estimativas do Sipri, os Estados Unidos e a Rússia continuam sendo as maiores potências nucleares do mundo, com 3.708 e 4.477 ogivas, respectivamente, enquanto a China tem 350, França 290 e Grã-Bretanha 180. Mas a contagem de ogivas da China aumentou nos últimos anos, de 145 ogivas em 2006, de acordo com o instituto. O Pentágono prevê que o estoque chinês “pelo menos dobre de tamanho” na próxima década.

Embora os estoques dos EUA e da Rússia tenham diminuído em 2021, o Sipri afirma acreditar que uma tendência “alarmante” de longo prazo fará com que os dois países aumentem seus estoques e desenvolvam armas mais poderosas.

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