Domingo, 16 de Janeiro de 2022

Home Brasil Estudante de medicina suspeito de estuprar irmãs e primas no Piauí completa um mês foragido

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Há um mês, a polícia, familiares das vítimas e sociedade em geral procuram saber o paradeiro do estudante de medicina Marcos Vitor Aguiar Dantas Pereira, de 22 anos, suspeito de estupro de vulnerável contra duas irmãs e duas primas. Os casos aconteceram em Teresina, no Piauí, e ganharam repercussão nacional.

O paradeiro do estudante é “incerto e não sabido”, segundo a Polícia Civil, que o indiciou por três crimes de estupro de vulnerável. O mandado de prisão contra ele foi encaminhado a todas as polícias do País.

No dia 7 de outubro, a justiça decretou o mandado de prisão preventiva, depois que as denúncias foram formalizadas no mês de setembro. Pelo menos duas crianças e duas adolescentes, de 3 a 15 anos, revelaram para a mãe e a tia os abusos, que ocorriam entre jogos e brincadeiras, principalmente dentro do quarto do estudante, que morava com o pai, a madrasta e as duas irmãs.

No dia 3 de novembro, dois inquéritos policiais concluídos pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) chegaram ao Ministério Público Estadual. A denúncia ou não do estudante pelos casos ficará a cargo da 47ª Promotoria de Justiça, que tem como titular a promotora Juliana Martins Carneiro Nolêto. A assessoria do MP só confirmou que ela recebeu os inquéritos e que “serão analisados para adoção das medidas pertinentes”.

Um terceiro inquérito ainda está em curso pela Polícia Civil e trata dos abusos contra uma das primas, que hoje tem 15 anos. Os casos teriam acontecido durante viagens à praia com a família, no litoral do Estado.

A apuração chegou então a ser enviada para o delegacia de Luís Correia, mas como os envolvidos são de Teresina, uma portaria da Delegacia Geral devolveu o inquérito para a DPCA no dia 28 de outubro e este ainda não foi concluído.

“Designei o delegado adjunto da DPCA, Antônio Barbosa, para apurar os fatos. Acredito que depois de ser concluído o inquérito seja enviado à comarca de Luís Correia”, resumiu o delegado geral da Polícia Civil, Luccy Keiko.

Quarto caso

Uma quarta jovem também se diz vítima do rapaz e hoje tem 19 anos. Ela não queria denunciar o caso, mas a Polícia Civil abriu um inquérito e os relatos estão sob investigação da delegada Valéria Cunha.

Hoje, o local onde o estudante está é desconhecido. Para o advogado da família das vítimas, Rodrigo Araújo, ele esteve em Teresina, onde constituiu um advogado e recebeu ajuda de familiares para fugir.

“Os parentes estão acobertando ele. Mãe, avós, tios, ajudaram ele na fuga. Ele não está mais em Manaus, veio para Teresina e daqui fugiu de carro para algum lugar, até para outro país com ajuda da família”, afirmou o advogado que acompanha de perto o caso. “Nosso objetivo é que ele seja enquadrado nos crimes, seja preso e pague pelo que fez”, acrescentou.

Justiça

As famílias das vítimas continuam utilizando as redes sociais para se manifestar contra os abusos e dizer que não vão esquecer, que querem justiça e pedindo ajuda a todos para compartilharem os posts para que ele seja achado.

“Não adianta se esconder, nem fugir! Esquecer n iremos! Vamos viver… crescer, cuidar das meninas… e ela sim a vida começa! Pague o que deve! Pq enquanto isso não acontecer vc não terá vida! Nossa união nos dá força pra seguir em frente! Acabou o rapaz ambicioso… se quer ter futuro… pague e recomece tudo de novo… Qd terminar suas dívidas… Já parei várias vezes me perguntando por que fez isso, mas a resposta mais fácil é que nunca vou entender, pq n penso como vc! Você vai cumprir sua pena… e será visto e encontrado… os olhos de Deus tudo vê e vai iluminar os olhos por onde vc passar… avisem as autoridades…”, postou a mãe de uma das vítimas.

O advogado do estudante, Eduardo Faustino, informou que aguarda o oferecimento das denúncias para se pronunciar nos autos do processo.

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