Sexta-feira, 24 de Maio de 2024

Home em foco Ex-diretor da Polícia Federal presta depoimento em investigação sobre pedido para mapear eleitores de Lula e Bolsonaro

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O ex-diretor da Polícia Federal (PF) Márcio Nunes prestou depoimento nessa quinta-feira (11) sobre um pedido, dentro da corporação, para mapear eleitores dos então candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro no período das eleições.

O depoimento foi para a Polícia Federal. Também à PF, dias atrás, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres afirmou que o pedido de mapeamento partiu de seus subordinados.

A delegada Marília Alencar, em 13 de abril, afirmou que fez o mapeamento para saber onde Lula e Bolsonaro tinham mais eleitores a pedido de Torres.

Um relatório mostra que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) fiscalizou mais de 2 mil ônibus no Nordeste no segundo turno, onde Lula venceu no primeiro turno e era favorito para ganhar no segundo. O número de fiscalizações foi bem mais baixo nas outras regiões.

Do primeiro para o segundo turno, o número de fiscalizações em ônibus nos nove Estados do Nordeste aumentou 358%. O fim da operação da PRF que prejudicou a ida dos eleitores às urnas no domingo do segundo turno foi determinado por Alexandre de Moraes, também presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Investigação

No final do mês de abril, a direção da PRF anulou o arquivamento de parte de investigações sobre a atuação da corporação no 2º turno das eleições de 2022.

Em 30 de outubro do ano passado, policiais rodoviários federais realizaram bloqueios em rodovias que afetariam a movimentação de eleitores numa disputa em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava à frente nas pesquisas contra o então presidente, Jair Bolsonaro (PL).

A investigação foi retomada porque a PRF encontrou lacunas técnicas na antiga investigação e fatos novos vinculados ao agora ex-corregedor da corporação, exonerado na semana passada.

A PRF chegou a fazer uma investigação interna sobre a atuação naquele domingo, mas o então corregedor-geral Wendel Benevides Matos – indicado pela gestão Bolsonaro, determinou o arquivamento parcial da apuração.

O argumento foi o de que não foram constatadas irregularidades em todas as regiões e apenas em cinco estados deveriam seguir com apurações sobre as blitze. A nova cúpula da PRF discorda e mantém a investigação completa, para apurar a atuação das blitze em todos os estados.

Nesse processo, Silvinei Vasquez, então diretor-geral da PRF e responsável pela operação com os bloqueios nas rodovias, é investigado. Segundo informações da CNN Brasil, integrantes da nova cúpula afirmam acreditar que o ex-corregedor teria poupado o ex-diretor no processo.

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