Quinta-feira, 30 de Maio de 2024

Home em foco Polícia Federal investiga depósito de R$ 400 mil na conta do coronel Mauro Cid

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A Polícia Federal (PF) vai investigar um depósito de R$ 400 mil na conta do tenente-coronel Mauro Cid realizado no ano passado, informação que será incluída nas investigações sobre a suspeita de o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro ter feito algum tipo de lavagem de dinheiro.

O depósito foi feito no dia 25 de março de 2022 e revelado pela revista “Veja”.  Cid está preso desde a semana passada. Ele é investigado em operação sobre suposta fraude no cartão de vacinação de Bolsonaro.

Essa investigação começou depois que a PF apreendeu na casa de Mauro Cid a quantia de US$ 35 mil e R$ 16 mil no dia de sua prisão.

O depósito de R$ 400 mil foi detectado em uma outra investigação relacionada a Mauro Cid, de que ele poderia estar bancando pagamentos da família de Bolsonaro, o que ele nega.

Agora, diante da apuração de suposta de lavagem de dinheiro, a PF avalia que o depósito de R$ 400 mil pode estar relacionado a operações ilegais.

O responsável pelo depósito é João Norberto Ribeiro, tio da esposa de Mauro Cid, Gabriela Cid. A PF já pediu a quebra do sigilo bancário de Norberto Ribeiro para tentar identificar a origem dos recursos.

A PF, segundo publicado por César Tralli, da TV Globo, encontrou mensagens no celular de Mauro Cid revelando conversas sobre remessas de dinheiro para fora do país.

Até agora, a família e advogados de Mauro Cid justificavam o dinheiro apreendido na casa dele, US$ 35 mil e R$ 16 mil, a uma conta que ele tem no exterior na qual recebia pagamentos quando estava em missões no exterior.

As movimentações são consideradas suspeitas. Mauro Cid foi preso no dia 3 de maio em uma operação da PF que investiga a falsificação de cartões de vacinação contra a covid.

Segundo Tralli, os investigadores extraíram trocas de mensagem com o suposto operador da conta que seria do tenente-coronel nos Estados Unidos.

Advogado

O advogado Rodrigo Roca deixou a defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. A defesa confirmou a informação.

Roca foi advogado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso das “rachadinhas” e, em 2022, foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como Secretário Nacional do Consumidor (Senacon).

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